terça-feira, 16 de novembro de 2010

E... aqui.

Pois é. Mais uns dias, mais histórias ou estórias. Isto de acordarem ortografias quando alguém está a ir para fora pode confundir uma pessoa. E enquanto em Portugal acontecem coisas estranhas, aqui na "Polska" passam-se coisas mais estranhas ainda.
Este fim de semana tive visitantes aqui o João Henriques e o Ricardo Simões (dois amigos do BEST, tinha que fazer este trocadilho) eles vieram na sexta mas atrasaram-se porque o comboio que supostamente teriam apanhado atrasou-se apenas 180 minutos. No momento em que me disseram isto eu estava com a Justyna Woldan (é polaca e o nome dela lê-se iusstena, eu sei que isto não interessa mas é só para encher chouriços e como habitualmente dizer algo estúpido e entediante para vos demolir de ler o resto do texto). A Justyna começou a rir-se e disse que uma vez o comboio em que seguia atrasou-se duas horas e meia porque alguém tinha roubado parte dos carris e que isso não é tão invulgar como se pode pensar. Eu ri-me e respondi "you polish people".
De facto aqui há sempre acontecimentos insólitos e estranhos para contar, mas este bate qualquer coisa... Ah! Esperem. Se calhar também tenho que partilhar uma história que os meus amigos napolitanos Fabrizia e Luca partilharam comigo. (E como eles são o casal mais unido de sempre há quem os trate por Fabriluca ou Lubrizia, dependendo do acontecimento.) Ora bem no Natal em Nápoles ali na Itália, mais propriamente no Sul da Europa costuma construir-se uma bela (não faço ideia se é gira ou não) e enorme (a maior de Itália segundo os Napolitanos mas insignificante segundo os Milanenses Andrea, Manuel e Pasquale) árvore de Natal. Não sei se vocês sabem mas existe uma espécie de Máfia em Nápoles cujo nome não me recordo. Mas essa "organização" tende a controlar uma coisa que existe em Nápoles (e no resto do mundo porque há bastante gente parva) que se chama crime. O que é que o crime tem que ver com a árvore de Natal? Pois todos os anos alguém rouba a árvore que está exposta numa das praças centrais da cidade. Começam pelos efeitos e chega-se à consoada já não há árvore. (wut??)

Fugindo aos insólitos deste nosso mundinho. Este domingo fui ao cinema pela primeira vez aqui na Polónia. Entre o grupo que acompanhei haviam 4 nacionalidades: portuguesa, polaca, espanhola e indiana. No final do filme foi "the other guys" uma comédia americana. (como sempre eu e as comédias americanas somos unha e carne e eu detestei o filme) No final do filme o nosso grupo eram pessoas felizes a comentar as melhores piadas do filme, como se faz normalmente no final de uma ida ao cinema depois de ver uma comédia. Opah esqueci-me outra vez de algo! Os espanhóis: o Jesus adormeceu durante o filme e o resto dos espanhóis simplesmente não entenderam porque não percebem suficientemente inglês.

Por falar em coisas que tenho feito: Agora às terças feiras um grupo de jovens estudantes de Erasmus em Wroclaw junta-se para um jantar. Na semana passada foi um jantar Português em que se comeu bacalhau com natas, francesinhas e arroz à valenciana sem açafrão; e se bebeu vinho branco português, vinho do porto e café delta. Hoje é o jantar Italiano e a minha cozinha foi invadida e lá fala-se italiano. Devo dizer que ainda não cheira bem mas tende para.

E como tenho gente em casa despeço-me e vou ver se não me incendeiam a cozinha.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ainda

Ainda não deixei a cidade.
Cada vez há menos para dizer porque com tanto tempo aqui passado cria-se uma rotina. E as rotinas são tão desinteressantes. Posso dizer que me encontro bem de saúde. Já me oriento bem na cidade (melhor que alguns nativos).
Já não é um monstro o facto de ir às compras, porque já sei algumas palavras que me ajudam. ainda assim no que toca à escolha dos produtos em si... lucky guesses.

Tenho que agradecer à minha professora de francês que em três anos não me conseguiu ensinar francês como deve ser mas sempre consigo comunicar com a minha vizinha de cima em meio francês meio polaco com uma pitada de inglês tangente aos 0%.

E é tão bom ter uma cozinha em condições. Poder comer má comida bem cozinhada. Provei "gulyás" ou goulash (que segundo o google translator é a forma portuguesa) é uma comida húngara que sabe bastante bem. Fizemos também um panelão de sopa de legumes (já estava farto das "zupas" dos polacos, que consistem em água temperada com qualquer coisa a boiar). Amanhã bacalhau para jantar. Porque chega o namorado da Tânia e trás disso. E um dia destes vai ter que aparecer um bolo no meu forno.
Comer é tão bom!

Ainda não viajei mas está para breve, espero eu. E aí posso ter mais histórias alucinantes e interessantes que esta porcaria que estou para aqui a debitar (sempre a mesma treta, este gajo é uma seca ainda bem que ele está lá para a Rússia).

Ontem a Monika cortou-me o cabelo e está bastante mau, mas pelo menos não paguei... Estou a brincar, porque "a moça até se astreve" (ai beneditense essa língua tão estranha) e já tinha experiência de cortar cabelos anteriormente.

E há sempre coisas curiosas sobre os polacos: quando se conhece alguém cumprimenta-se com um aperto de mão, mesmo as mulheres (Telma devias gostar de ser polaca). Mas o que eu gosto mesmo é os horários das refeições... ah espera eles não têm disso. Uma amiga minha disse que a mãe dela costumava fazer o jantar por volta das 14h. Vá pelo menos tomam pequenos almoços como deve de ser. Lanche não existe. Jantar só de vez em quando. e almoço pode ser desde as 11 até às 16h. what? Se alguém perceber isto ajude-me.

Ainda não sei como mas vamos ter que arranjar água pé e castanhas para o magusto. Acho que vou ter que ir à Auchan procurar e não é propriamente perto , mas lá há de tudo, até açafrão.

E continuo com saudades de café de uma verdadeira bica. E de ir ao café só para estar na conversa ou ver um jogo de futebol... Também devia ser giro encontrar pastelarias, mas não há disso. Ou pub ou klub.