quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tak, jestem we Wrocławiu.

Estou melhor agora que me mudei. Posso cozinhar por isso hoje comprei uma pizza por um euro e pouco e vai ser o meu jantar.
Isto da vida polaca (ainda) é um pouco estranho.
Aulas a começar às 7h30' para fazer uma pessoa sair de casa enquando ainda estão -2ºC. E como é cedo (muito) o que apetece é café... Uma bica daquelas normais que custam 60 cêntimos . Pois não há! Pelo menos a aula de hoje das 7h30' foi a falar de queimar coisas (incinerações) devia ser por estar tanto frio que praticamente se "queimou" tudo naquela aula.
Depois o pior dia para mim é a quinta feira: Não tenho hora de almoço. Como é que não se tem hora de almoço??? 15 minutos? almoço uma sandes, só? está tudo doido ou quê?
Também há aquelas coisas estranhas chamadas semanas. E se pensam que todas as semanas são iguais estão enganados. Há semanas pares e semanas ímpares e o meu horário depende da paridade da semana. Mas não é assim tão linear, porque há ainda dias da semana como na terça feira de uma semana ímpar que afinal era quinta feira de uma semana par (mais um dia sem hora de almoço). Eles não funcionam com o cérebro todo de certo. Vá na realidade isto dos dias trocarem até tem razão de ser serve para compensar feriados e dias de férias para no final as aulas baterem certo.

Por falar em aulas, estou a viver com uma rapariga romena (Monika) que estuda design de interiores (dá sempre jeito viver com alguém que queira embelezar a casa) e dois portugueses (Tânia e Luís) de engenharia informática (que também dá jeito para configurarem a net bem como outras coisas).

Decidi que quero mesmo aprender polaco. Porque quem sabe o que o futuro me trará? Um dia poderá ser-me útil e depois arrepender-me de ter desperdiçado a oportunidade de aprender polaco da maneira mais fácil. Sim porque a viver aqui é muito mais fácil aprender polaco que a viver em Portugal (ou na China). Até que era um grande desafio aprender polaco na China. Mas para dizer a verdade a verdade é que aqui não só estou a aprender polaco como estou a melhorar o meu portunhol. Vou sabendo algumas palavras em italiano, alemão, húngaro, sueco, turco, romeno e melhorando o meu quase nulo francês.
Devo dizer que a língua mais complicada é o turco porque aprender a falar de boca fechada não é nada fácil. Quanto ao italiano é mesmo o que nós pensamos: falar um pouco de espanhol com palavras acabadas em i, falar alto e gesticular imenso. (adoro os italianos)

Devo dizer que nunca pensei querer tanto comer peixe. Aqui só filetes de pescada congelados e maus por sinal. E a carne é toda extremamente gordorosa e existe molhos em tudo quanto é coisa. Como diz o Luís: quando chegar a Portugal tenho que analisar o meu colesterol.

E não é tudo aqui da Polónia mas é mais um bocadinho...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estou a Leste!

Pois é isto cada vez é mais Polska e menos Polónia.
Primeiro: quero um café! O café menos mau que experimentei foi numa livraria e custou 2€ (vão mas é roubar para a estrada) Mas pode sempre beber-se o que eles chamam de "espresso" por 1,70 zloty nas máquinas da universidade, mas recebe-se um meio copo e são copos de sumo.

Aqui em Wroclaw há um jardim japonês (já falei dele) em que se paga entrada para visitar 1,5 zloty (estudantes) e a casa de banho pública mais próxima também é paga 2 zloty. (mais vale mijar nos bonsais)

Se quiserem vir à Polónia têm de aprender umas coisinhas primeiro.
Para pedir uma água têm de pedir expressamente woda niegazowana (água sem gás) porque para os polacos o normal é ser woda gazowana (que gente). E se pedirem água num café provavelmente virá uma rodela de limão no copo.
Depois tudo, mas tudo o que se come tem molhos. e pelo menos um frasco de ketchup por cada 50g de comida. Uma das coisas que se vê polacos a comer na rua (com muita frequência) é uma espécie de pão de alho cheio de ketchup e maionese. As tostas têm ketchup e maionese. A salada tem maionese. A carne é cozida em ketchup ou outro qualquer molho doce. eu em casa agora só faço grelhados porque é coisa que não existe.
(Mãe vais ficar contente por saber isto) Sinto falta de peixe. Quero comer um belo de um carapau grelhado. Bem já vi salmão por aqui, mas era cozido e tinha uma grande quantidade de molho por cima.
A sopa aqui não leva sal nem batatas em compensação é coentros até mais não (pior que no alentejo) e outras especiarias a temperar a água que eles chamam sopa.

E polaco? Pois a língua. É muito fácil. Os predicados podem por-se onde se apeteça porque não há regras. Por isso é fácil para os alemães porque podem pô-los no fim e é fácil para os latinos porque o pomos depois do sujeito. os nomes é que já é uma coisa diferente um nome tem 7 ou 9 terminações diferentes conforme a situação (Até os nomes próprios e as siglas como sms que pode ser sms'a ou outra qualquer coisa estranha)

Depois achei que era mais giro partilhar quarto... (O Raul ressona muito) mas nem é por isso. Eu acho que estou sempre a incomodar alguém e não me sinto propriamente num quarto. Isto funciona mais como uma sala onde tenho ligação à internet, tenho uns armáriose um frigorífico para guardar coisas e uma cama onde durmo. Aqui preciso de dormir o dobro do tempo porque não dá para se dormir bem é barulho por todo lado a toda a hora. São cerca de 480 pessoas a viver no mesmo edifício. A casa de bano é como se fosse pública porque a partilho com 9 outras pessoas e uma delas ainda não vi. Mas já sei que é polaco.
Isto é do tipo 4 quartos partilham a mesma casa de banho sem porta para o chuveiro (é só um cortinado) . No meu quarto é um português, um espanhol e um francês; no quarto ao lado duas espanholas, temos a casa de banho como um ponto de passagem para os outros dois quartos onde num estão dois espanhóis e no outro quarto estão um turco e dois polacos.

E os polacos perguntam se estou pronto para o frio. Mas a máxima temperatura para hoje é 7ºC. Não é já frio que chegue?

E já sei umas coisinhas em polaco, por isso: Na razie

domingo, 10 de outubro de 2010

Parece que sim até mesmo de noite.


Pois é já não actualizava isto há muito tempo. Já se passou uma aula de polaco em que aprendi muito pouca coisa ou mesmo pouca coisa. Ficai vós a saber que a minha professora de Polaco é gira. Não sei se esta informação é importante para as vossas vidas ou mesmo para a minha, mas o meu colega de quarto achou que sim. E antes da minha aula o Raul perguntou-me se a minha professora seria a Agnieska. Eu disse que sim e ele disse-me que era gira. Depois da aula, posso dizer que é verdade.
Conheci também o meu coordenador, que aparenta ter pouco mais de trinta anos e viajar de bicicleta a percorrer festivais de verão. Resta dizer que quando conheci, quarta feira passada, fui lá para saber das aulas e essas coisas... Resultado ele falou de viagens baratas para toda a Europa, festivais de verão, concertos, etc. E aulas?
Poois... Compilei hoje uma espécie de horário com algumas (várias e demasiadas) sobreposições. Uma delas as duas cadeiras que eu tenho com mais créditos... Amanhã saberei se haverá ou não outra das cadeiras.

Não falando mais de escola, que não é para isso que vós vindes cá ler esta minha apresentação da minha estadia cá. Digo-vos também que já posso descrever um bocadinho da noite de Wroclaw: Digamos que se tens uma insónia (bezsenność) e vontade de te regenerar (regeneracjia) podes manter os pés no chão por força da gravidade (grawitacia), deslocas-te de metropolitano (metropolis) ou vais de carro e estacionas na garagem (garage). Caso não aconteça nada disso tens sempre um plano B (plan B).
Como espero que tenham percebido, mas ainda assim eu explico, os nomes entre parêntesis são alguns dos bares de Wroclaw, não os descrevo porque não os visitei todos (tenho aqui é um mapa dos bares que diz o nome) e visitei outros (Studio P-1 acho que foi o único que visitei e não mencionei).

Sobre os polacos, acho que já posso falar um pouco:
Primeiro devo dizer que as mulheres polacas são extremamente belas e usam maquilhagem e roupa justa com muito mais frequência que em Portugal. Aqui metade das mulheres usam saltos altos e maquilhagem no dia-a-dia. Aqui metade (menos um bocadinho) das mulheres anda de leggings ou mini-saia (e sim está frio).
Depois os homens polacos são extremamente descuidados com a imagem, são feios e têm aspecto austero (o que felizmente não se revela na personalidade).
As pessoas são extremamente prestáveis, mesmo as que não falam inglês e me dizem mil e quinhentas coisas em polaco, como se eu polaco fosse. (Adoro a mulher da recepção das residências por exemplo)
Obviamente que estas são ilações bastante exageradas.

Também, agora, já sei um pouco mais da cidade tem cerca de 640 mil habitantes e mais de 100 mil estudantes (tanta gente a gastar dinheiro aos pais). A cidade foi quase toda abalroada (adoro esta palavra) durante as grandes guerras de modo que é bastante recente, mas na zona central e histórica da cidade apostou-se na reconstrução e não se perderam todos os valores arquitectónicos. Também no centro da cidade estão espalhados uns anões, gnomos (ou o que lhes quiserem chamar) que eu acho bastante piada, mas ainda não descobri para que servem.

Comida polaca, não sou adepto de pierogis (a comida mais tradicional), mas de Gołąbkis já não posso dizer o mesmo... é algo delicioso de facto. E os restaurantes são baratos comparados a Portugal, muito mesmo.

Ontem fizemos (eu e mais alguns estrangeiros) uma visita pelo centro da cidade com o nosso guia Michael Walasek (que na verdade era um de nós que tinha um guia da cidade [livro] escrito em alemão). Felizmente havia connosco uma estudante de arquitectura que nos ajudou a perceber um pouco mais de cada edifício. Percorremos a praça principal (Rynek) e depois fomos até a uma torre de uma igreja protestante onde, depois de mais de 300 degraus, podemos ter uma vista sobre toda a cidade. Devo dizer que é extremamente plana (ganha a Aveiro) e bonita vista de cima. (Aconselho)

E por agora não me apetece escrever mais porque tenho fome.

PS: a foto foi tirada pelo Michael e é a vista da torre com mais de 300 degraus sobre Rynek


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Já vi a placa que indicava o fim da cidade e estava a pé.

Há dias em que uma pessoa vem para a Polónia para conhecer coisas diferentes e ter aventuras... E para isso vai ao Ikea. Tudo começou no sábado quando o Kuba (Jakub Lambrych) convidou o pessoal que anda por estas bandas de erasmus para assistir a uma corrida de cavalos [onde fui perder 4 pln (1,01314069€)].
A corrida era às 13h e ter-se-ia que apanhar um transporte (autocarro 146) às 12h06 para chegar a przyst. P. O. D. Bajki, para aí apanhar o 113 para Partynice (Party nice!). Aqui sucede que tendo no sábado sido uma confusão para voltar à residência (apanhámos o autocarro certo no sentido errado), chegámos tarde e estava tudo a dormir aqui na residência à hora de ir. O Válter lá telefona ao Michael Waleczek (alemão) e à Monika Kovacs (romena) e estes estavam ensonadamente prontos para ir E combinámos de nos encontrarmos no caminho ou uma coisa assim... [sei lá eu o que combinámos e descombinámos naquela manhã (hora de almoço e o meu estômago cheio de fome) de domingo].
Vai o Válter sair de casa sozinho e apanhar autocarros para o desconhecido (até então) sul de Wroclaw e eis que 15 espanhóis da minha residência saem comigo. Lá fui com os espanhóis falando com o Negro e com a Elena (os únicos que não se importam de falar em inglês). O problema foi que a conversa estava boa e a atenção nem por isso. Então fomos parar a um fim do mundo chamado Ferio Gaj. Voltámos para traz e saímos em Sliczna na esperaça de apanhar o 113 no sentido correcto.
Quando ele chegou trazia o Luís Filipe Lopes (que entretanto se tinha levantado e posto a caminho) e a Monika e apanhámos o Michael na paragem seguinte.

yeah chegamos a Partynice.

A minha ideia de corridas de cavalos era apenas retirada de filmes, então não vou perder muito tempo a contar como são as corridas de cavalo. Mas aquilo é assim: As bancadas são verdes como se vê nos filmes; os balcões de apostas são verdes como se vê nos filmes e há filas como se vê nos filmes; há cavalos castanhos, pretos e cinzentos como se vê nos filmes; os jokers são magrinhos como se vê nos filmes; nas bancadas há pessoas com binóculos como se vê nos filmes; e é hilariante ver os velhos a resmungar quando o cavalo fica em segundo tal e qual os filmes.

Depois da corrida de cavalos alguém se lembrou que estávamos perto do ikea...

Então, fomos (eu o Luis, a Monika, o Michael e o Richard que é sueco). Perguntámos a duas jovens e belas moças polacas como chegávamos ao ikea e elas disseram que podíamos apanhar o autocarro dali a meia hora ou andar 1 km em frente. Depois de 2,9km chegámos a um local em que era obrigatório virar ou à esquerda ou à direita (hummm :/). Virámos à esquerda (mal) e depois de 1km avistámos o Ikea mas também avistámos o fim (sem saída) da estrada que seguíamos...
Voltar para trás?
Não, vamos apanhar atalhos e atravessar vias rápidas...
Chegámos ao Ikea (Boa!) depois de uma hora a pé quando devíamos ter demorado 35min de autocarro (contando com a espera), que provavelmente teria sido mais seguro que atravessar a via rápida (somos tão estrangeiros).
No Ikea encontramos a Tamge e o Güvenç (turcos) e viemos com eles para a residência.
Vínhamos no 133 e saímos duas paragens antes (estupendo). Lá se foi andar um bocadinho mais a pé e apanhar o eléctrico certo para o sítio certo. (yeah)

Vi o benfica a ganhar ao braga :)
(Belo dia ontem, hein?)


Hoje de manhã acordo para ir falar com a Ewelina Wnuk (alguém) está doente e provavelmnete só volta na semana que vem. Fui falar com o meu coordenador para obter o meu horário, só vem na quarta feira (mais dois dias de férias).

Agora uma das partes mais interessantes da minha estadia aqui:
Numa visita ao lindíssimo jardim japonês, à saída ouvimos uma música (Strauss) acompanhada de um espectacular jogo de repuxos: simplesmente arrebatador. Um espectáculo grátis na fontana wroclawska.

Agora vi que faltei à minha primeira aula de polaco (a única aula a que tenho o horário) porque só me mandaram as horas da aula hoje pela hora de almoço :/
E diz que se vai jantar comida portuguesa dentro de momentos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E parece que estou aqui em Wroclaw com o l traçado



E muito se passou até aqui...
Isto começa quando fui para o aeroporto de Lisboa, fui de taxi (tachi na língua do senhor tachista) e cheguei lá. (Boa.)
Lá chegado fui fazer o chek-in, nisto vêm duas moças e levam-me para a casa de banho... (hummm não)
Depois do check in e algumas mensagens e telefonemas de despedida (até logo) e de ter passado a calculadora para a mochila, lá entrei no avião.
Após A entrada no avião (o "A" está é maiúsculo porque se refere à minha entrada) entrou uma senhora parecidíssima com a Scarlett Johanson (morri). Entraram também duas senhoras espanholas com um menino (o Nacho) que se sentaram ao meu lado. (A que estava junto a mim também era gira) A certa altura da viagem o Nacho começou a ficar chatinho, aí a senhora que estava ao meu lado teve a ideia de o pôr a desenhar e ele (o Nacho) lá estreou os meus lápis de cor.
Já em Warsaw, (onde os taxis têm escrito wa wa) mais propriamente na entrada da Warsawa Centralna (estação central de Varsóvia) saí do taxi onde pus a carteira no bolso, estava um pouco de frio e eu parei para vestir o casaco pousando as 4 malas que tinha. Passa um gajo agarra na minha mala mais pequena e leva-a a correr. Ora não o ia perseguir com mais três malas que no conjunto pesavam mais de 35kg. Lá fiquei a dizer palavões em inglês e português enquanto passavam Polacos de aspecto austero lá ao lado e estimavam bem para mim.
Lá fui eu mais leve apanhar o comboio (um intercidades com direito a uma salinha só para mim). A Warsawna Centralna é no mínimo horrível e no máximo medonha. É uma cave feita de pilares enormes negros chão e escadas cinzento escuro (tirando as rolantes que também eram pretas).
No comboio foi muito giro, cheguei falei com um gajo que me ofereceu uma cerveja (o Marek). Depois o Marek saiu e eu realizei que não fazia a mínima ideia de onde estava. Lá falei com um senhor polaco que trabalhava para a PKP (vi pelo fato) e ele ajudou-me a dizer (em Polaco) que estivesse atento às horas. À hora suposta de o comboio chegar ele chegou mas a algo parecido com "olawia" (não é isto eu mais tarde esclareço ou não) e eu pensei "ainda bem que vim a dormir e não sei se passei a estação ou não" por sorte lá era a estação seguinte.
Agora estou numa residencia onde partilho um quarto com um espanhol e um estudante que supomos ser francês.

Como se diz nos tefes (conjunto típico de lugares na freguesia de Benedita): 'té logo e munto obrigados (mas pronunciado rapidamente)

(Isto foi escrito ontem mas só agora tenho internet e já sei que o rapaz é francês de origem tunisina)