Isto da vida polaca (ainda) é um pouco estranho.
Aulas a começar às 7h30' para fazer uma pessoa sair de casa enquando ainda estão -2ºC. E como é cedo (muito) o que apetece é café... Uma bica daquelas normais que custam 60 cêntimos . Pois não há! Pelo menos a aula de hoje das 7h30' foi a falar de queimar coisas (incinerações) devia ser por estar tanto frio que praticamente se "queimou" tudo naquela aula.
Depois o pior dia para mim é a quinta feira: Não tenho hora de almoço. Como é que não se tem hora de almoço??? 15 minutos? almoço uma sandes, só? está tudo doido ou quê?
Também há aquelas coisas estranhas chamadas semanas. E se pensam que todas as semanas são iguais estão enganados. Há semanas pares e semanas ímpares e o meu horário depende da paridade da semana. Mas não é assim tão linear, porque há ainda dias da semana como na terça feira de uma semana ímpar que afinal era quinta feira de uma semana par (mais um dia sem hora de almoço). Eles não funcionam com o cérebro todo de certo. Vá na realidade isto dos dias trocarem até tem razão de ser serve para compensar feriados e dias de férias para no final as aulas baterem certo.
Por falar em aulas, estou a viver com uma rapariga romena (Monika) que estuda design de interiores (dá sempre jeito viver com alguém que queira embelezar a casa) e dois portugueses (Tânia e Luís) de engenharia informática (que também dá jeito para configurarem a net bem como outras coisas).
Decidi que quero mesmo aprender polaco. Porque quem sabe o que o futuro me trará? Um dia poderá ser-me útil e depois arrepender-me de ter desperdiçado a oportunidade de aprender polaco da maneira mais fácil. Sim porque a viver aqui é muito mais fácil aprender polaco que a viver em Portugal (ou na China). Até que era um grande desafio aprender polaco na China. Mas para dizer a verdade a verdade é que aqui não só estou a aprender polaco como estou a melhorar o meu portunhol. Vou sabendo algumas palavras em italiano, alemão, húngaro, sueco, turco, romeno e melhorando o meu quase nulo francês.
Devo dizer que a língua mais complicada é o turco porque aprender a falar de boca fechada não é nada fácil. Quanto ao italiano é mesmo o que nós pensamos: falar um pouco de espanhol com palavras acabadas em i, falar alto e gesticular imenso. (adoro os italianos)
Devo dizer que nunca pensei querer tanto comer peixe. Aqui só filetes de pescada congelados e maus por sinal. E a carne é toda extremamente gordorosa e existe molhos em tudo quanto é coisa. Como diz o Luís: quando chegar a Portugal tenho que analisar o meu colesterol.
E não é tudo aqui da Polónia mas é mais um bocadinho...