segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nop, está na terrinha.


Pois depois de cá ter vindo já aconteceram mais algumas coisinhas que valem a pena partilhar, porque isto (esta parvoíce de blog) se trata de uma partilha de experiências, curiosidades e pequenos ensinamentos sobre as coisas porque vou passando neste ano. "Crónicas" parvas de uma vida sortuda.

Fui outra vez patinar (passear) no gelo e melhorei bastante a minha performance de patinador, só caí uma vez. Mas desta vez houve algo que me desapontou: um habitante das canárias chamado Ylermi só conseguiu dar uma volta à pista (que desta vez era na Hala Stulecia nem precisei de transportes dá para ir a pé da minha casa ehe) e o pobre do Ylermi para além de não se ter divertido também não largou o muro em volta do ringue... Quanto a mim só caí uma vez e foi porque estava um buraco no meio da pista (epah este gajo é sempre, mas sempre a mesma coisa. Sempre a arranjar desculpas e desculpas porque é que não diz logo que uma das vezes que caiu foi por causa do buraco e as outras por aselhice)
Depois seguiu-se um dia a limpar a neve à volta de casa (bom desporto) e aviar as malas. De malas aviadas lá se põe o despertador, que não toca, porque me esqueci que para além de colocar as horas, se tem que activar o alarme. perdidos dois comboios, saí de casa à pressa para o comboio seguinte, apanhei o primeiro autocarro que passa e fui ter à estação... Hummm! Era bonito se tivesse acontecido assim. Bate tudo certo até apanhar o autocarro, mas... este "mas" é muito importante... estava na Polónia e o que se passou realmente foi o seguinte: apanhei o primeiro autocarro que passou em direcção à estação. Chegado o autocarro ao segundo cruzamento com semáforos o senhor motorista resolve ignorar a luz vermelha e embater num carro que fazia o cruzamento descontraidamente no sinal verde. Depois de alguma confusão em polaco (sim disse que a confusão era em polaco porque envolveu gritos do condutor da carrinha passat, acho que era uma passat, e o motorista estridente do autocarro em que eu seguia... bom quando finalmente abriram as portas do autocarro segui para a paragem seguinte, mas... (outro mas?)o acidente estava a bloquear quase todos os autocarros e eléctricos que seguiam para a estação. Quarenta e cinco minutos depois do (da segunda vez) previsto cheguei ao caos (estação). Havia pelo menos uma pessoa a gritar por bilheteira, filas enormes e com gente a discutir porque passavam a vez, ou porque a perdiam por ir buscar um capuccino, enfim... Nisto e depois de perder os 4 primeiros comboios a que no dia anterior me propunha apanhar, lá comprei um bilhete caríssimo para o Eurocity que finalmente me levaria a Varsóvia. Lá fui ver no ecrã, daqueles antigos pretos que fazem um barulhão quando mudam as letras. No ecrã dizia que tinha que apanhar um comboio na plataforma 2. Ok, lá vou eu para a plataforma 2 do caos que é a estação, em obras, de Wroclaw Glowny. 15 minutos antes do comboio e depois de umas palavras em polaco no arranhado altifalante toda a gente em minha volta começou a descer apressadamente a plataforma. "Humm algo se passa" pensei logo. Eis que 15 minutos antes do comboio chegar a sua plataforma foi alterada e eu por sorte resolvi ir confirmar... wut? pois é a Polónia pensei depois. No comboio consegui manter uma conversa em polaco com um senhor que vinha de Berlim e gostava de futebol. Gostava tanto de futebol que entre os jogadores portugueses que conhecia se encontrava o nome do Paulo Ferreira...
Lá encontrei Varsóvia depois de umas horas de leitura e fui jantar com a Maria João e com a Filipa, duas estudantes de Aveiro que se encontram de Erasmus em Lodz. fiquei com elas num hostel baratinho e de madrugada segui para o aeroporto. E assim deixei a apoteose polaca expressa na foto acima (onde aparece também a Marta Kowalczyk e a Tugba Röksu).

Manhã de 23 de Dezembro: Portugal! E desde aí é muito fácil contar os meus dias: Frango no forno, festa da véspera da véspera de Natal (recebi um anzol uma chumbada e fio de pesca na troca de prendas), peixe espada grelhado, bacalhau espiritual (duas variantes), bacalhau à lagareiro, borrego grelhado, caldeirada de borrego, roupa velha, carne de vaca estufada, caras de bacalhau e jardineira. Entre isto rever pessoas dar beijos e abraços e mais umas coisinhas: filhós, sonhos, pão-de-ló, tarde de limão, tarte de coco, tremoços, pudim de chocolate (caseiro), bolo rei, arroz doce e mais alguns doces dos quais não me lembro...

"Atão" (como se diz na Benedita) boas festas! Boas saídas e melhores entradas!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Until 22nd December

Aih tanto...
Estive por aqui dia 3 de Dezembro, e desde aí acho que até se passou alguma coisa. Vim aqui da última vez porque tinha muito que estudar/trabalhar e andava a engonhar. (Estas palavras "mneditenses" como engonhar e astrever são lindas, principalmente astrever, que foi a palavra que não usei. E pronto lá estou eu a engonhar.) Resultado da minha preguiça, uma semana sem fazer algo que não exercícios ou trabalhos. (Sim, em Erasmus por vezes é preciso trabalhar.)
Apercebi-me agora que, em polaco, o l com o traço (ł) se lê como quem não consegue dizer l.
Depois de uma semana em que viajei de casa para o c4 ou para o d2, do d2 para o b5, deste para o p14, deste para casa e de vez em quando passar no h4 para aprender polaco ou no c13 para comer... Já agora estas coisas são edifícios da minha universidade a Politechnika Wroclawska (com o l em Wroclaw traçado) Bem depois desta semana resolvi viajar um bocadinho mais. Uma vez que o Costa estava no seu último fim de semana em Bratislava, porque não ir até lá? E como Ostrava [onde estão o David, o Marcelo, o Fueca, o Pedro Trindade (gente que conheço de Aveiro) e mais uma cambada de tugas arruaceiros que por lá pára]. Siga para Ostrava.
Então lá fui eu e o Luís (meu colega de casa. Opah vocês têm que começar a ler os posts todos senão tenho que estar sempre a repetir tudo e é uma seca. Ou então isto foi só mais um pretexto para por, entre parêntesis, algo completamente desinteressante no meio do texto e vos tentar demover de ler o resto. E lá está se lessem os posts todos já sabiam isto e eu não precisava de estar a explicar porque digo tanta parvoíce desta).
Então às 6h08 lá apanhámos o comboio que nos levaria a Katowice, onde esperámos meia hora... Hummm espera lá Válter já estás a começar a perder pormenores... Esperámos meia hora pelo comboio que vinha de Varsóvia (Warsawa) e mais 40min dentro dele parados... Depois disto lá arrancámos para a Checa, onde o comboio anda ao dobro da velocidade, os carris são bastante mais direitos, portanto há menos solavancos, e as senhoras do altifalante arranham inglês. Deste arranhado Inglês consegui perceber que o comboio seguia atrasado devido a problemas na Polónia. Acho que os checos gostam bastante dos polacos porque o tom com que isto foi dito foi bastante amigável. Claro que não avisei o Marcelo e deixei-o à espera no frio de Ostrava.
Pois Ostrava. Primeiro é bastante ventoso, ou estava, o que, adjudicado a temperaturas abaixo de zero e a neve, pode ser bastante desconfortável. Seguimos então para as residências onde eles estão acomodados. Sim disse acomodados, porque são bem melhores que as daqui. Têm uma casa de banho e uma cozinha para cada 4 (a minha cozinha na residência era para 60 pessoas e só tinha mais um fogão). A primeira coisa gira de Ostrava são os eléctricos, muito mas muito confortáveis, (o David adormece sempre nas viagens até ao centro da cidade), porém o que achei mais piada foram as senhoras do altifalante a cantar em checo "próxima paragem Listopadu". Depois sobre Ostrava demorámos duas horas a visitar o centro, isto porque Ostrava é bastante industrial e nada turístico. À noite festa portuguesa de natal. Pois os Erasmus portugueses de Ostrava (quantas vezes é que eu já disse Ostrava?) não funcionam como os daqui, andam aos bandos e parecem espanhóis. Isto porque os espanhóis andam aos bandos em todo a parte e estão sempre de lado em relação aos outros países, para não salientar que têm, na maioria, um inglês execrável, falando de Erasmus claro.
No dia seguinte, Ostrava vista, festa feita (bela festa), siga lá para Bratislava. Na estação de Svinov em Ostrava comprámos o bilhete para Bratislava, que dizia Ostrava-Bratislava, apanhámos o comboio certo para Bratislava (40min atrasado devido a uma ligação na Polónia) e lá fomos muito contentes com o Costa a tentar arranjar-nos guarida e com pouco tempo disponível que tinha, passados a fronteira vem um senhor pica Austríaco (what? mas não íamos para a Eslováquia?) pois esse senhor pica disse "Estão no comboio errado, deviam ter trocado em Breclav", ao que eu respondi o que todos responderíamos "ainda bem que avisam agora". Vá claro que não disse isto, disse "então e agora o que temos que fazer". Nisto o pica revelando toda a sua simpatia disse "é problema vosso" (ainda bem). O Luís menos chocado e mais calmo que eu lá perguntou qual era a próxima paragem "Viena"...
Felizmente não tenho só amigos em Ostrava e em Bratislava. Lá falei com o Fartaria e com o Serra que nos acolheram nos apartamentos de luxo que são as residências deles.

Aih Viena. Viena é... Eu fiquei mesmo apaixonado pela cidade, enquanto lá estive (e foi só um dia e umas horas) não sei quantas vezes me passou pela cabeça um dia viver lá. É cosmopolita, acolhedora, deslumbrante, bela, musical. Como eu descrevi numa conversa com a Bia Lacerda "em Viena respira-se música clássica em cada edifício". As pessoas são sorridentes, até as que vão no metro. Vá no metro há sempre algumas pessoas que estão a viajar naquele mundo chamado imaginação, mas as outras estão sorridentes e não se notam caras aborrecidas. E a arquitectura wow. Viena pareceu-me uma competição de arquitectos com fundos ilimitados. A cada esquina um novo belo e imponente edifício. Pois acho que esses arquitectos também não estavam propriamente preocupados em guardar espaço. Edifícios como o Parlamento, a
biblioteca, rathaus, sei lá... Depois por todo o lado se fala inglês o que dá jeito e mesmo o alemão não soa tão estranho como este pchejechejetch polaco. (Isto de falar de Viena não dá tanto jeito para debitar porcaria pelo meio, porque a cidade não merece). No pouquíssimo tempo que estivemos em Viena resolvemos ir até Schönbrunn, um palácio um bocadinho grande (infelizmente não houve tempo para os seus jardins), lá chegados aparece-nos à frente um magnífico coro a cantar músicas de Natal como "Santa Claus is coming to town" e músicas Gospel como "Happy Day" entre outras bem conhecidas, uma cereja no topo de um delicioso bolo.

Infelizmente tivemos que voltar a Wroclaw, chegámos a casa e três novas pessoas no meio da sala: a Vanessa, o João e o Camelo. Três Erasmus de Roma amigos da Tânia que vieram conhecer Wroclaw. Como eles já cá estavam há um dia já conheciam a principal zona turística, então fui com eles conhecer também eu conhecer um bocadinho mais do centro. E é sempre bonito conhecermos locais novos nesta Wroclaw, passar em sítios desconhecidos, descobrir que na sinagoga há um mini museu histórico. Enfim...
No segundo dia passado com eles alguém se lembrou que podíamos ir patinar no gelo. O ringue aqui pertinho de casa estava fechado. Então, telefonar à Anna, "onde é que se patina?", apanhar um autocarro, passar meia hora lá dentro, chegar à rua Spiska, entrar. Lá dentro lá fui ver as minhas habilidades como estreante na patinagem (sim, não sabia patinar de forma alguma). Pelos vistos até e safo bem em meia hora (mais uns minutos) caí duas vezes, e consegui dar uma volta quase quase completa sem me agarrar ao corrimão, pois foi assim que se deu a segunda queda. É hilariante patinar no gelo quando não se sabe! Na próxima segunda feira vou patinar de novo. E estou convencido que quando souber patinar já não vai ter piada e nunca mais ponho os patins nos pés.
Vindo do ringue tinha em casa, para além da Monika, um português, três alemães e um turco (o João, as Alex, o Michael e o Güvenç. O Güvenç é o turco) que estavam a fazer qualquer coisa alemã estranha para jantar e a proceder à troca de fotos. (Sim, já tenho fotos para mostrar.)
Depois da troca de fotos (dia bem giro este) festa portuguesa na minha antiga residência organizada pelas aveirenses Ana Machado e Inês Morais (vá elas de aveirenses têm tanto como eu, vá a Inês acho que é do distrito). Quim Barreiros com força, mas o momento da noite foi uma emblemática música de seu nome "zumba na caneca". (Faltou o "malhão malhão", que falha.)
E a poucos dias de voltar a Portugal viajo entre festas de aniversário polacas. Ontem da Agata e hoje da Ania. Mas antes do aniversário da Ania, a "Vigilia", que é o nome polaco para Consoada e diga-se que vou comer até rebentar porque o objectivo é provar os pratos natalícios dos polacos. A melhor parte é que os polacos tem por tradição apresentar 12 pratos diferentes. Por isso hoje o meu jantar vai ser giro.

Pois isto já está sem muitos Erasmus. Até mesmo cá em casa já não está a Monika. E pronto lá vamos estando com polacos. Por falar nisso aprendi a palavra mais difícil de sempre de pronunciar em polaco e já consigo dizer bem (eheh) szczęście, que significa felicidade e lê-se qualquer coisa como chetcheunchgetxia (extremamente rápido). E como não devo vir aqui antes do Natal, a menos que algo extremamente alucinante aconteça, "zycze ci szczescia" (quanto a zycze, o primeiro z tem um pontinho em cima e o e tem cedilha) e ler isto é getxé(u) txi chetcheunchgetxia. Enfim o polaco é tão lindo e fácil.
E por fim aqui deixo algumas das pessoas que têm passado comigo estes meses. O João, o Luís, O rickard, o Güvenç, o namorado da Alex que não me lembro o nome (estava cá naquele fim de semana, a Fabrízia, A Merve, a Tugba, a Monika, a Tânia, o walter water válhter balter ou o que quer que seja que eles pronunciam como o meu nome, a Alex, o Luca, o Michael e a Alex.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

In Wroclove


Demorei algum tempo a escrever novamente para ver se acumulava porcaria suficiente para debitar aqui. E estou a escrever apenas porque está demasiado frio para sair. E um chá que estou a fazer vai saber-me bem.
Já vos disse como as coisas aqui acontecem a um ritmo alucinante? Pois realmente parece que estou aqui há já mais de um ano, mas ainda só foram dois meses e só passaram duas semanas desde o última publicação...
No fim de semana passado, para quem não sabe foi o meu aniversário, e como gosto de festa resolvi juntar bastante gente (para ver se recebia muitos presentes). Consegui (ambas as coisas). Primeiro agradeço a visita dos meus bons amigos Marcelo Penas, David Graça (meus ex companheiros de casa) e do Pedro Trindade e também do seu e agora meu amigo Adão Mendes. Eles vieram de Ostrava nos maravilhosos comboios da Polónia. E no caminho apaixonaram-se por uma polaca, ou pelo menos duas.
Durante a estadia destes animais de que estou a falar, abriu um mercado de Natal na Rynek (têm a foto desta praça noutro post), que é no mínimo giro. Tem histórias de encantar para
as crianças, renas, árvores de Natal, castanhas quentinhas (a minha parte favorita do mercado), vinho quente, queijos, presuntos, chouriços (espero que já estejam fartos desta enumeração), salsichas, bacon, afinal não tem presunto era só para vos enganar, tem botas, gorros, t-shirts com frases engraçadas (em polaco), mini carrosséis e frio. Pois esta última coisa é algo que abona por estas bandas. Enquanto estávamos a visitar a cidade, encontrámos na rua a Vanessa Madureira e a Andreia Milheiro, duas portuguesas (acho que pelos nomes se apercebiam disso, mas como não posso esperar inteligência da parte de toda a gente que lê isto, até porque estão a ler isto) que começaram a falar connosco só porque não é assim tão natural ouvir falar português nas ruas de Wrocław, acontece que elas estão de Erasmus em Poznan (que tem acento agudo no último n) e estavam a visitar a cidade sozinhas. Ainda as convidámos para se juntarem à nossa jornada no centro da cidade, mas, e mesmo sendo 4 da tarde, elas preferiram is almoçar, contudo convidei-as para a minha festa de aniversário... et voilá: mais duas pessoas na minha festa. E isto sim é Erasmus: simplesmente estar predisposto a ser amigo de quem te aparecer à frente, acho que eu devia ser assim mais vezes e não só aqui. Mas também acho que já era assim... Hummm! Whatever.
Chegádos à festa estiveram presentes mais de 40 pessoas entre Portugueses, Polacos, Turcos, Italianos, Espanhóis, Alemãs (devia ser alemães mas o Michael foi comprar ingrdientes para o jantar alemão à terrinha. E sim foi só por isso que ele foi à Alemanha.), Romenos (vá era
a Monika) E acho que é tudo. A festa foi na minha antiga residência por isso devo agradecer ao Jorge, ao Juan e ao Nacho por terem cedido o quarto para servir de bengaleiro e ao Christian por ter emprestado as colunas. Por falar em música tenho que mencionar o nome de uma moça polaca que já é uma grande amiga Anna Hnatiuk (apelido mais estranho de sempre parece turco misturado com húngaro) que para além de ter escolhido a playlist de músicas da festa também escolheu com a Monika (para quem não sabe é a minha colega de casa meio romena meio húngara) alguns dos meus presentes: Um livro de poesia polaca traduzido para inglês, um gorro (que é o meu melhor amigo aqui), um álbum de jazz polaco (que estou a ouvir agora) e um cartão assinado por toda a gente da festa, inclusive a senhora da recepção; também recebi aparte um outro álbum de jazz polaco, um bilhete de lotto (sem prémio, que me ofereceu a minha p
rofessora de Polaco), uma caixa de chocolates (daqueles que tenho que comer um por dia até ao Natal) e duas bebidas estranhas cujos nomes são "miodne" e "walonskie" (ou qualquer coisa do género) estas hei de as levar para Portugal. Por falar em Portugal tenho que agradecer à Marta Oliveira o belo presente que ela enviou, estava mesmo a precisar de ler em português. (só para que conste o presente é um livro)
Agora que já passou a minha fase de puto de 6 anos a mostrar as prendas de anos vou falar do puto de 7 anos que quase nunca vê neve. Pois entretanto tem nevado que se farta. Na quarta feira dia 25 começou a cair algo que era meio neve meio chuva, ou então nevava cinco minutos e chovia outros 5 sempre à vez. No sábado passado já começou a nevar mais decentemente e já dava para mandar bolas de neve à cara dos outros. Mas como disse a Sara Czervinska (com acento no n) "não dá para construir bonecos de neve ainda não conta". Eis que na segunda feira passada acordei numa cidade diferente. Conhecem aquela história: Uma vez um menino branco acordou numa cidade branca, com estradas brancas, com carros brancos, etc.. Pois isto é mesmo tudo branco. Mas o mais hila
riante é que na segunda eu não reconhecia as paragens de autocarro/eléctrico, mesmo aquelas em paro 4 vezes por dia (como a minha paragem de casa). é como se voltasse para a primeira semana: contar o número de paragens para não sair no sítio errado, olhar fora do autocarro/eléctrico para confirmar o nome da paragem... Depois o normal já construí bonecos de neve, já mandei bolas de neve à cara de amigos e eles fizeram-me o mesmo (já agora obrigado ao João Santos por me ter atirado um calhau de gelo à barriga a pensar que era neve) . E falando em neve também vou falar um bocadinho destes últimos dias: na quarta feira nevou tanto que a rua onde moro estava de tal maneira que não se distinguia a estrada do passeio nem pela altura de neve caminhar 20 meros metros era um desafio enorme. Mas o mais giro foi as temperaturas que estiveram por cá, ontem chegou aos -22ºC (Claro que tive que sair à rua para ver como era). Para quem nunca experimentou disso, quando o fizer faça como eu: meia-calça; camisolas e casacos até mais não, gorro(s), cachecol, luvas (pode ser mais que um par) botas e calças grossas. E uma coisa gira é inspirar pela boca este ar assim frio, parece que se está a trincar calippo. Outras partes agradáveis de viver nesta cidade branca é ter que limpar a neve do pa
sseio e do jardim... e o melhor de tudo são os 5 minutos de preparação (vestir casacos, gorros, luvas, etc) cada vez que se sai à rua.

Se bem me lembro a última vez que estive para aqui a debitar palavras aconteceu um jantar italiano, que já vinha na sequência de um português. Devo dizer que me apaixonei pelas brusquetas. (o resto tinha queijo e embora comestível...) Uma semana depois do italiano foi a vez do jantar turco e... Tão bom! Primeiro uma sopa que era estranha e extraordinariamente deliciosa. Depois qualquer coisa como sigureburek que é de chorar por mais efectivamente. E por fim algo com frango no forno e um arroz delicioso... fiquei rendido.
Depois destas iguarias turcas seria difícil bater (só se fosse o português de novo) veio o alemão que também era delicioso: aquela sopa que sabia a pizza de cebola estava tão boa que todos repetiram, claro que depois veio algo que parecia salsicha trazido pelo Michael da Alemanha (isto já não era tão bom), mas no fim aquela sobremesa que parecia panquecas com açúcar e compota de maçã... uih!
E na próxima quarta vem o jantar húngaro...

Por falar em Hungria (adoro fazer isto) hoje fui à ópera. Era em alemão por isso não perce
bi a história, mas para 1zl (menos de 30 cêntimos) foi um concerto fantástico. Adorei. e depois valeu a pena nem que fosse para conhecer o edifício. Já todos pagámos mais para ver edifícios bem mais feios e menos simbólicos.

Daqui é mais um bocadinho e para que fiquem a saber estão -14ºC lá fora.

E uma foto típica para mostrar aos amigos (rapazes).

PS: o título desta mensagem deve-se ao fim de semana passado e ao amor que os meus visitantes tiveram pelas polacas de cá.... aaaa pela cidade. E palavras do Marcelo: "estás na melhor cidade para se fazer erasmus"