Pois depois de cá ter vindo já aconteceram mais algumas coisinhas que valem a pena partilhar, porque isto (esta parvoíce de blog) se trata de uma partilha de experiências, curiosidades e pequenos ensinamentos sobre as coisas porque vou passando neste ano. "Crónicas" parvas de uma vida sortuda.
Fui outra vez patinar (passear) no gelo e melhorei bastante a minha performance de patinador, só caí uma vez. Mas desta vez houve algo que me desapontou: um habitante das canárias chamado Ylermi só conseguiu dar uma volta à pista (que desta vez era na Hala Stulecia nem precisei de transportes dá para ir a pé da minha casa ehe) e o pobre do Ylermi para além de não se ter divertido também não largou o muro em volta do ringue... Quanto a mim só caí uma vez e foi porque estava um buraco no meio da pista (epah este gajo é sempre, mas sempre a mesma coisa. Sempre a arranjar desculpas e desculpas porque é que não diz logo que uma das vezes que caiu foi por causa do buraco e as outras por aselhice)
Depois seguiu-se um dia a limpar a neve à volta de casa (bom desporto) e aviar as malas. De malas aviadas lá se põe o despertador, que não toca, porque me esqueci que para além de colocar as horas, se tem que activar o alarme. perdidos dois comboios, saí de casa à pressa para o comboio seguinte, apanhei o primeiro autocarro que passa e fui ter à estação... Hummm! Era bonito se tivesse acontecido assim. Bate tudo certo até apanhar o autocarro, mas... este "mas" é muito importante... estava na Polónia e o que se passou realmente foi o seguinte: apanhei o primeiro autocarro que passou em direcção à estação. Chegado o autocarro ao segundo cruzamento com semáforos o senhor motorista resolve ignorar a luz vermelha e embater num carro que fazia o cruzamento descontraidamente no sinal verde. Depois de alguma confusão em polaco (sim disse que a confusão era em polaco porque envolveu gritos do condutor da carrinha passat, acho que era uma passat, e o motorista estridente do autocarro em que eu seguia... bom quando finalmente abriram as portas do autocarro segui para a paragem seguinte, mas... (outro mas?)o acidente estava a bloquear quase todos os autocarros e eléctricos que seguiam para a estação. Quarenta e cinco minutos depois do (da segunda vez) previsto cheguei ao caos (estação). Havia pelo menos uma pessoa a gritar por bilheteira, filas enormes e com gente a discutir porque passavam a vez, ou porque a perdiam por ir buscar um capuccino, enfim... Nisto e depois de perder os 4 primeiros comboios a que no dia anterior me propunha apanhar, lá comprei um bilhete caríssimo para o Eurocity que finalmente me levaria a Varsóvia. Lá fui ver no ecrã, daqueles antigos pretos que fazem um barulhão quando mudam as letras. No ecrã dizia que tinha que apanhar um comboio na plataforma 2. Ok, lá vou eu para a plataforma 2 do caos que é a estação, em obras, de Wroclaw Glowny. 15 minutos antes do comboio e depois de umas palavras em polaco no arranhado altifalante toda a gente em minha volta começou a descer apressadamente a plataforma. "Humm algo se passa" pensei logo. Eis que 15 minutos antes do comboio chegar a sua plataforma foi alterada e eu por sorte resolvi ir confirmar... wut? pois é a Polónia pensei depois. No comboio consegui manter uma conversa em polaco com um senhor que vinha de Berlim e gostava de futebol. Gostava tanto de futebol que entre os jogadores portugueses que conhecia se encontrava o nome do Paulo Ferreira...
Lá encontrei Varsóvia depois de umas horas de leitura e fui jantar com a Maria João e com a Filipa, duas estudantes de Aveiro que se encontram de Erasmus em Lodz. fiquei com elas num hostel baratinho e de madrugada segui para o aeroporto. E assim deixei a apoteose polaca expressa na foto acima (onde aparece também a Marta Kowalczyk e a Tugba Röksu).
Manhã de 23 de Dezembro: Portugal! E desde aí é muito fácil contar os meus dias: Frango no forno, festa da véspera da véspera de Natal (recebi um anzol uma chumbada e fio de pesca na troca de prendas), peixe espada grelhado, bacalhau espiritual (duas variantes), bacalhau à lagareiro, borrego grelhado, caldeirada de borrego, roupa velha, carne de vaca estufada, caras de bacalhau e jardineira. Entre isto rever pessoas dar beijos e abraços e mais umas coisinhas: filhós, sonhos, pão-de-ló, tarde de limão, tarte de coco, tremoços, pudim de chocolate (caseiro), bolo rei, arroz doce e mais alguns doces dos quais não me lembro...
"Atão" (como se diz na Benedita) boas festas! Boas saídas e melhores entradas!
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