sexta-feira, 22 de maio de 2015

ITÁLIA

Ora bem. Pois é! Sim senhor. Vamos lá a isso. Fui a Itália. Mas o mais impressionante é que voltei.
-Pára tudo... Mas isto não era o teu blog de Erasmus há uns anos?
Quem manda sou eu e se quero publicar no blog publico, mas isto apenas porque me lembro da pass.
-Já vi que não mudaste continuas a esfregar aqui uma quantidade de palha enorme para nos dissuadir de ler. Mas conta lá da viagem vá... Queremos saber tudo!
Como sou boa pessoa até conto algumas coisas... ora tudo começou de manhã acordei e fiz a mala. (Sim no próprio dia porque não seria eu sem deixar coisas para a última hora.) Apanhei o avião para Pisa e assim que pisei (ãh? e este trocadilho... upa upa!!) Fui de autocarro para Florença.

Parte 1 - Firenze

A chegada a Florença de autocarro a poucas horas do jogo entre a Fiorentina e o Sevilha foi uma coisa esperta. Isto porque há uma coisa em Florença que me me deixou... humm! Digamos que ficou bem claro para mim a maneira como uma pessoa se deve adaptar ao transito fiorentino. Como peão aprendi que a regra para atravessar a estrada é "Se não vêm carros passas. Se vêm carros passas depressa."
Em Florença aprendi que os estereótipos sobre a relação entre os italianos e o transito pode ser verdade e deixo uma foto de exemplo. Quando vês uma família no meio de uma rotunda de 3 faixas a passar descontraída e tranquilamente...
Umas horas depois (as tais horas que referi antes) já está o Válter jantado e porque não um passeio pelo centro e porque não ver a bola, já que havia tanta mota carregada de adeptos roxos a serpentear pelo transito antes, os bares devem estar animados... Não só não estavam animados como todos tinham um aviso dizendo que fechavam à meia noite por causa do jogo. Uma cidade inteira de bares fechados por causa de um jogo de futebol... é ridículo. Uma medida de segurança, dizem eles...
Durante o jogo, num irish pub foi tempo de meter conversa com pessoas porque sim. É uma das particularidades de viajar sozinho... Basicamente estás com toda a gente. Aí conheci o Tomás (como não sei como escrever decentemente o nome dele escrevo em português e parece muito mais natural), um rapaz de Groningen que estava à procura de um sítio animado onde ver a bola. Uma bela troca de impressões e culturas de dois desconhecidos que levou a que se juntassem uns espanhóis e uma romena mais tarde. E daí adveio uma bela conversa da qual apenas retiro que: sou bom a adivinhar nacionalidades (os espanhóis nem tanto, já que, mesmo falando comigo em espanhol, dois deles apostaram que eu era espanhol e outro que era uruguaio) e que o holandês é uma língua impronunciável.
Entretanto já me esqueci de contar que Florença me fez sentir feliz por haver cidades lá fora com mais beatas de cigarros no chão do que as nossas... uma felicidade estranha portanto.
No dia seguinte foi 100% passeio Firenze è meravigliosa! Como não vou por fotos das partes turísticas monumentos, uma ponte que na realidade é uma rua de joelharias, um museu fantástico, o respirar do renascimento a cada esquina, em cada igreja... Atravessar o rio, ver toda a cidade em panorama. Não sejam preguiçosos, se não poderem ir pesquisem no google e maravilhem-se. Especialmente com a Catedral que é verdadeira e incontornavelmente o ex-líbris da cidade.
Florença no seu fim e comecei a sentir-me (pela primeira de três vezes) um pouco solitário... Fui até à estação de comboio e, tentando encontrar a casa de banho, deparei-me com uma bela partilha de um senhor italiano com a sua mala, indicando que também ele estava à espera do comboio e sentou-se num piano deixado (não sei porque carga de água) na entrada do parque de estacionamento da estação.  Ora se Florença estava a ser muito boa para o espírito encontrar um pianista a tocar agradável música no sítio mais inesperado foi a cereja no topo do bolo. Não sei se um tal de Béla Bartók vos diz algo, mas a mim soube mesmo bem!

Ementa gastronímica predilecta: sandes de mozarela e tomate, com basílico e oregãos.

Parte 2 - Bologna

Lá ia eu no comboio, entusiasmado, talvez mais pelo facto de ir rever uma amiga depois de algum tempo, (acho que anos) que propriamente pela cidade. (Isto durante a viagem) Claro que o entusiasmo era limitado e o cansaço não era pouco... A vida de turista não é fácil! E o sono levou a melhor. Para ajudar acordei 5 minutos depois da suposta paragem em Bolonha: MEDO!!!! (Se forem aqui apercebem-se que o meu histórico com comboios no estrangeiro pode ser surpreendente) Por sorte o comboio estava atrasado e não se passou nada. Em Bolonha encontrei-me com a Marta e o Filippo (acho que é assim que se escreve, se não for desculpa-me e já agora um abraço!)
Desta vez fiquei hospedado com eles o que foi bom não só para a carteira, mas para passar mais algum tempo com pessoas no que ainda era o início de uma semana ao Deus dará. E foi logo no primeiro dia que comecei a desmitificar a cidade e a sua fama...
Para jantar: Pasta al Ragù. Pois é, a "massa à bolonhesa", que não é feita com esparguete, é de facto tradicional de Bolonha mas não é esse o nome.
Bom, tenho que salientar que o facto de estar com um casal luso-italiano foi interessante para perceber realmente as diferenças culturais. Não que isto tenha qualquer nexo para estar aqui nesta parte específica do texto, mas também isto não é suposto estar bem escrito nem nada...
Já falei do facto de estar de chuva? Pois bem, em Florença já tinha apanhado um dia de choviscos que entre uma visita e outra fui evitando.  Em Bolonha a coisa estava mais séria. Mas os meus fantásticos hóspedes safaram-me bem: no primeiro dia depois de jantar fui com a Marta de carro até ao centro beber um copo e por a conversa em dia. Claro que isto não dispensou uma breve visita guiada com direito a conhecer alguns dos 7 segredos de Bolonha ;) (tive que por aqui um smile desculpem lá)
Na manhã seguinte a chuva continuava, mas novamente, a Marta como amor de pessoa que é, pegou novamente no pó-pó (eish há quanto tempo não era utilizado pó-pó? as crianças de hoje em dia ainda dizem isto? era toda uma lista de palavras para crianças no meu tempo: pó-pó, ló-ló, té-té e até os clássicos como pi-pi) e fomos ao santuário de São Lucas.

(em actualização)

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