sexta-feira, 22 de maio de 2015

ITÁLIA

Ora bem. Pois é! Sim senhor. Vamos lá a isso. Fui a Itália. Mas o mais impressionante é que voltei.
-Pára tudo... Mas isto não era o teu blog de Erasmus há uns anos?
Quem manda sou eu e se quero publicar no blog publico, mas isto apenas porque me lembro da pass.
-Já vi que não mudaste continuas a esfregar aqui uma quantidade de palha enorme para nos dissuadir de ler. Mas conta lá da viagem vá... Queremos saber tudo!
Como sou boa pessoa até conto algumas coisas... ora tudo começou de manhã acordei e fiz a mala. (Sim no próprio dia porque não seria eu sem deixar coisas para a última hora.) Apanhei o avião para Pisa e assim que pisei (ãh? e este trocadilho... upa upa!!) Fui de autocarro para Florença.

Parte 1 - Firenze

A chegada a Florença de autocarro a poucas horas do jogo entre a Fiorentina e o Sevilha foi uma coisa esperta. Isto porque há uma coisa em Florença que me me deixou... humm! Digamos que ficou bem claro para mim a maneira como uma pessoa se deve adaptar ao transito fiorentino. Como peão aprendi que a regra para atravessar a estrada é "Se não vêm carros passas. Se vêm carros passas depressa."
Em Florença aprendi que os estereótipos sobre a relação entre os italianos e o transito pode ser verdade e deixo uma foto de exemplo. Quando vês uma família no meio de uma rotunda de 3 faixas a passar descontraída e tranquilamente...
Umas horas depois (as tais horas que referi antes) já está o Válter jantado e porque não um passeio pelo centro e porque não ver a bola, já que havia tanta mota carregada de adeptos roxos a serpentear pelo transito antes, os bares devem estar animados... Não só não estavam animados como todos tinham um aviso dizendo que fechavam à meia noite por causa do jogo. Uma cidade inteira de bares fechados por causa de um jogo de futebol... é ridículo. Uma medida de segurança, dizem eles...
Durante o jogo, num irish pub foi tempo de meter conversa com pessoas porque sim. É uma das particularidades de viajar sozinho... Basicamente estás com toda a gente. Aí conheci o Tomás (como não sei como escrever decentemente o nome dele escrevo em português e parece muito mais natural), um rapaz de Groningen que estava à procura de um sítio animado onde ver a bola. Uma bela troca de impressões e culturas de dois desconhecidos que levou a que se juntassem uns espanhóis e uma romena mais tarde. E daí adveio uma bela conversa da qual apenas retiro que: sou bom a adivinhar nacionalidades (os espanhóis nem tanto, já que, mesmo falando comigo em espanhol, dois deles apostaram que eu era espanhol e outro que era uruguaio) e que o holandês é uma língua impronunciável.
Entretanto já me esqueci de contar que Florença me fez sentir feliz por haver cidades lá fora com mais beatas de cigarros no chão do que as nossas... uma felicidade estranha portanto.
No dia seguinte foi 100% passeio Firenze è meravigliosa! Como não vou por fotos das partes turísticas monumentos, uma ponte que na realidade é uma rua de joelharias, um museu fantástico, o respirar do renascimento a cada esquina, em cada igreja... Atravessar o rio, ver toda a cidade em panorama. Não sejam preguiçosos, se não poderem ir pesquisem no google e maravilhem-se. Especialmente com a Catedral que é verdadeira e incontornavelmente o ex-líbris da cidade.
Florença no seu fim e comecei a sentir-me (pela primeira de três vezes) um pouco solitário... Fui até à estação de comboio e, tentando encontrar a casa de banho, deparei-me com uma bela partilha de um senhor italiano com a sua mala, indicando que também ele estava à espera do comboio e sentou-se num piano deixado (não sei porque carga de água) na entrada do parque de estacionamento da estação.  Ora se Florença estava a ser muito boa para o espírito encontrar um pianista a tocar agradável música no sítio mais inesperado foi a cereja no topo do bolo. Não sei se um tal de Béla Bartók vos diz algo, mas a mim soube mesmo bem!

Ementa gastronímica predilecta: sandes de mozarela e tomate, com basílico e oregãos.

Parte 2 - Bologna

Lá ia eu no comboio, entusiasmado, talvez mais pelo facto de ir rever uma amiga depois de algum tempo, (acho que anos) que propriamente pela cidade. (Isto durante a viagem) Claro que o entusiasmo era limitado e o cansaço não era pouco... A vida de turista não é fácil! E o sono levou a melhor. Para ajudar acordei 5 minutos depois da suposta paragem em Bolonha: MEDO!!!! (Se forem aqui apercebem-se que o meu histórico com comboios no estrangeiro pode ser surpreendente) Por sorte o comboio estava atrasado e não se passou nada. Em Bolonha encontrei-me com a Marta e o Filippo (acho que é assim que se escreve, se não for desculpa-me e já agora um abraço!)
Desta vez fiquei hospedado com eles o que foi bom não só para a carteira, mas para passar mais algum tempo com pessoas no que ainda era o início de uma semana ao Deus dará. E foi logo no primeiro dia que comecei a desmitificar a cidade e a sua fama...
Para jantar: Pasta al Ragù. Pois é, a "massa à bolonhesa", que não é feita com esparguete, é de facto tradicional de Bolonha mas não é esse o nome.
Bom, tenho que salientar que o facto de estar com um casal luso-italiano foi interessante para perceber realmente as diferenças culturais. Não que isto tenha qualquer nexo para estar aqui nesta parte específica do texto, mas também isto não é suposto estar bem escrito nem nada...
Já falei do facto de estar de chuva? Pois bem, em Florença já tinha apanhado um dia de choviscos que entre uma visita e outra fui evitando.  Em Bolonha a coisa estava mais séria. Mas os meus fantásticos hóspedes safaram-me bem: no primeiro dia depois de jantar fui com a Marta de carro até ao centro beber um copo e por a conversa em dia. Claro que isto não dispensou uma breve visita guiada com direito a conhecer alguns dos 7 segredos de Bolonha ;) (tive que por aqui um smile desculpem lá)
Na manhã seguinte a chuva continuava, mas novamente, a Marta como amor de pessoa que é, pegou novamente no pó-pó (eish há quanto tempo não era utilizado pó-pó? as crianças de hoje em dia ainda dizem isto? era toda uma lista de palavras para crianças no meu tempo: pó-pó, ló-ló, té-té e até os clássicos como pi-pi) e fomos ao santuário de São Lucas.

(em actualização)

segunda-feira, 25 de abril de 2011


Primavera a sério. WOW! Sim mesmo na Polónia as temperaturas passam os 20ºC de vez em quando e então já senti um pouco algo normal.
Um dia destes uma amiga minha lembrou-se de ir às compras ao "triângulo das bermudas". Não, não estou a disparatar frases sem sentido. Um bairro de Wroclaw é assim apelidado por ter a forma de um triângulo, pela "estranheza" dos seus habitantes e pela forma suspeitosa como desaparecem coisas naquele bairro. Bom lá fui eu com a Melania, a Monika, a Angels e a Cansu. (Sim fui o suficientemente louco para ir ás compras com 4 raparigas, de 4 a 6 nacionalidades diferentes: A Melania é canadiano-polaca, a Monica hungaro-romena, a Angels espanhola e a Cansu é turca)
E então que raio há no triângulo das bermudas? Ainda bem que surge esta pergunta pois era a isto que ia responder. (Pronto lá está o gajo... meia hora para desengatar algo que depois se revelará uma bestialidade de informação inútil.) Bom lá fomos ao triangulo das bermudas e começámos a visitar lojinhas pequeninas de roupa em segunda mão. Preços sempre abaixo dos 10 pln 10 Zlotis polacos = 2,54324087 Euros o que me parece bem. Vá não eram sempre abaixo disso mas muita coisa. Depois de umas quantas lojas com preços "bonitos" lá a coisa começou a ficar aborrecida em termos de compras, mas mais interessante para ser contada. À entrada de uma loja a Melania disse que fora nessa loja que encontrara uma cela de cavalo à venda. Entrei e eu que já estava aborrecido sente-me num velho cadeirão branco colocado junto a um aquário com algumas diferentes espécies de peixes (5 acho eu), enquanto isto elas iam visitando a loja. depois de algum tempo decidi eu também visitar a dita cuja. ("A dita cuja" quem me disser que ouviu esta expressão à menos de um ano ganha um amendoím) Então encontrei um par de sapatilhas do meu número com aspecto de novas a 10,5pln (boa)e dirigi-me à caixa para as comprar foi então que me deparei com a parte interessante da loja: Uma mesinha com um toalhão de renda ostentava varias cintas uns aparelhos que se colocam nas pernas para que os joelhos não dobrem e assim ajudem pessoas com certos problemas a andar, entre outras coisas macabras que não me recordo. (eu também quando me magoo e preciso de umas canadianas vou até a uma loja de roupa de segunda mão à procura...) E, por fim, fomos a uma loja estupenda: roupa ao quilo. Sim era mesmo a peso. Apetece-me dizer:
-Olhe dê-me aí um quilo de calças, dois quilos de camisolas, meio quilo de t-shirts e trezentos gramas de cuecas.
-Mas prefere estas quecas mais verdes ou mais amarelinhas?
-Sim das mais amarelhinhas está bem.
Bom depois a visita da Viviana e do Rui (Pufta), que para quem não sabe são a minha irmã e o meu cunhado. Chegaram e o turismo apoderou-se da minha vida. Ainda que no primeiro dia só tenha dado tempo para ver a praça central, no dia seguinte de manhã, acordar cedo e apanhar um comboio com destino a Cracóvia (Eu, a Melania, o André, a Cansu, a Viviana e o Rui.) Primeiro dia: sightseeing zona histórica+Castelo
Segundo dia: sightseeing bairro judeu + igrejas + castelo + visita à fábrica/museu de Schindler (quanto a mim o ponto mais interessante de Cracóvia)
Treceiro dia: viagem até Oświęcim, visita a Auschwitz.

Sobre Cracóvia fica-me a mesma ideia de Praga embora com menos excesso, a cidade é lindíssima mas o amontoado de turismo retira-lhe encanto. (E a Rynek de Wroclaw continua a ser a mais bonita da Polónia quanto a mim)

Sobre a fábrica de Schindler e Auschwitz digo que não é tão fácil falar sobre o que vi lá como possa parecer. Por muito que leia números quando vi as dimensões dos campos, fotos, li e ouvi relatos... foi desumano o que aconteceu ainda à menos de 70 anos. Quando se pensa nas pessoas que sofreram dá-nos pena e, ainda que incomparavelmente, sofremos também. E quando se pensa nos do outro lado. Quantos "soldados" estavam envolvidos e empenhados em guardar pessoas pior do que se acomodam animais, porque nem sequer as engordavam para comer. As pessoas tinham fome, tinham frio. Subsistiam a Invernos com temperaturas a chegar aos -30ºC com um pijama às riscas, quase sem comida e com trabalhos árduos. No museu da fábrica de Schindler há uma fotografia com cerca de dez corpos pendurados pelo pescoço acabados de ser enforcados e três soldados a sorrir para a camara.

E agora não me apetece escrever mais.

(Para quem não se apercebeu há um erro nesta mensagem um tanto ou quanto engraçado e despropositado.)
("um tanto ou quanto" - Ainda gostava de saber de onde vem isto.)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Polacos loucos pela primavera


Olá gente! (Parece-me que finamente encontro maneira de vos saudar.) (Mas também não me parece que repita esta saudação)
Pois no título falei de primavera... (espaço para o boletim meteorológico) Pois acontece que no inicio de Março veio o sol: yeay! Mas ainda com temperaturas entre os -3 e os 7ºC. Ainda assim os polacos (são mesmo polacos) começaram a fazer churrascos. Depois disto veio um fim de semana realmente de primavera: 19ºC (recorde de temperatura em 2011 wow) e sol. Era tudo louco (eu também). Junto ao rio grupos e grupos de jovens de manga curta (não se estava bem de manga curta). Eu, inspirado pela revolução climática, comecei a ir correr quase diariamente (um quase que se tem alargado nos últimos dias) era tudo bom e maravilhoso até que veio a chuva. Com a chuva o tempo arrefeceu de novo e voltou a nevar. What?! Em Março? Pooois. Exactamente 5 dias depois de estarem 19ºC neva durante a tarde. E eis que chega mesmo a primavera. Dia 21 de Março dia da árvore e da poesia. E neste dia o que fazem os polacos por tradição? Faltam às aulas (sim é mesmo tradição, até professores comentaram) constroem espantalhos que queimam no rio e, falando de Wroclaw, juntam-se numa ilha no meio da cidade e bebem cerveja, fazem churrascos, tocam guitarra, etc.. Realmente eu gostei daquilo. Gente a aproveitar o sol e uns pedaços de relva depois de meses a fio sem se poder passa uma hora seguida na rua. Devo dizer que aqui e agora começo a dar valor ao estar na rua. Afinal aquelas coisas de Erasmus para conhecer novas vidas e novas coisas funciona um pouco.
Entretanto também houve algo como "o dia gordo" e o que se faz no dia gordo co
me-se pączek. Se não sabem o que é pesquisem no google que não me apetece explicar, mas é tipo donuts em bom e com doce por dentro. (O raio dos polacos têm dias interessantes!)

E como não quero escrever mais e porque estou bonzinho (como quem diz pouco chato) deixo só algumas fotos porque me apetece e para mostrar como a vodka polaca sabe bem...

Até mais.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Bom dia para vós que não tendes nada para fazer e pousais os olhos inúteis em textos de estupidez que previamente sabeis ser avultada.
Então como estão desde há um tempinho não como vocês estive de férias, bem, ainda mais livre de escola e trabalhos digamos assim.
Passeei um bocadinho por aí na Europa e tenho passado bem por aqui.
Por mais que goste de viajar e tenha gostado da minha viagem Praga, Viena (outra vez) e Praga de novo. Devo dizer-vos que não sobra muito para contar apesar da beleza inconfundível de ambas as cidades. Praga, a mais bonita das duas tem algo realmente detestável: turismo, turismo, turismo e turismo. Quase que é difícil ouvir checo ali. Bem a conselho de amigos de amigos lá descobrimos um pub... Agora faço uma pausa porque vou contar a história de outra maneira. (só para chatear, é sempre a mesma treta este gajo)
Afinal não conto história nenhuma. Devo antes falar de dois pubs de praga que além de baratos relativamente ao resto da cidade, me ficaram na memória. Têm conceitos totalmente diferentes.
Um deles chamado The Pub. Este pub é realmente O Pub: cada mesa está preparada para que os clientes tirem a sua própria cerveja. Através de um visor/painel digital é possível ver a cerveja que se bebe por pessoa com uma precisão de 0,01L. Num ecrã é possível observar as quantidades de cerveja que se estão a beber nas outras mesas e até mesas de pubs noutras cidades como Ostrava, Brno e Berlim. O painel/visor providencia uma jukebox e ainda se pode pedir comida através dele. A palavra que utilizo para descrever aquele pub, O Pub, é AWESOME.
O outro bar que vos queria falar de nome hany bany (pelo que nos disse um checo que achava que a palavra para namorada em inglês era wife, era o bar dos estudantes de artes por excelência). Mais uma vês e por ser na República Checa a cerveja era o mais barato: 1€/0,5L. Mas não era isso o melhor daquele lugar que nos fazia lembrar um ambiente de filme antigo. (um pouco como o bar do mercado negro em Aveiro) O melhor daquele bar era que uma mesa não estava ocupada se tivesse lugares vazios. Naquele lugar é comum na mesma mesa estarem pessoas que nunca se viram antes no mundo e partilharem ali no centro de Praga uma mesa num bar Checo. Para mim o bar de eleição no mundo, até ver. (Vá o Convívio de Aveiro bate aos pontos.)(Adoro contradizer-me para que vocês não façam ideia do que realmente penso e pensem, por vós, o que mais vos convém)(e também adoro misturar na mesma frase a cordialidade do vós e a informalidade do vocês.)(E mais algo entre parêntesis só para chatear mais um pouco.)(E... era a brincar)
Sim estou um pouco saudosista hoje. Está a começar agora o segundo semestre o que significa que a volta a Portugal não está para breve. Então tenho o direito de estar saudosista num dia em que soube que a Ana Moura iria visitar esta cidade.
Que mais...
Este semestre, que me queria inscrever na natação,não estão a aceitar inscrições de estudantes erasmus. Indigna-me.
E assim me fico hoje.
Deixo a que para mim é a melhor foto da viagem o João a cuspir o castelo de praga como se fosse fogo. E deixo também um grande abraço aos Erasmus que deixaram esta cidade e que tive o enorme prazer de conhecer.
Vou por alguns nomes aqui para chatear: João (esse já puseste), Rickard, Michael, Michael, Jose, Tania, Merve, Simge, Figen, Alex, Alex, Luca, Fabrizia, Manuel, Ambra, Ahmed, Inês, Tiago, Vicente...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Starbutsks"

Detesto esta parte de começar a escrever, porque, para além do meu cérebro ainda ter o botão do inglês no on, nunca sei bem como começar estes textos. Parece-me que começar por "engonhar" seja uma boa maneira de vos atormentar os neurónios (se é que os têm) antes de lerem esta parvoíce que de vez em quando venho aparvalhar mais um pouco.
Estou outra vez na Polska (Polska é Polónia em Polaco) (bem a verdade é que como pus "na" deveria ser algo como Polsce ou algo ainda mais estranho que eu não tenho conhecimento)
A minha sabedoria polaca decresceu e eu tenho treinado quase nulamente essa língua estranha. O que é algo a rever.
Depois de vos falar do meu natal, que foi muito bom, não mais aqui voltei porque estive a fazer piscinas em Portugal, isto é: da Benedita para Guimarães com uma passagem pelo Porto; De Guimarães para a Benedita com uma passagem por Coimbra, da Benedita para Aveiro e a respectiva volta; e, finalemente da Benedita para o Porto. Nisto tudo tenho que revelar um pecado meu. Não conhecer o Porto. Todas a vezes que lá vou, passo sempre tempo de menos por lá. Não me passeio o suficiente.
Guimarães é das cidades mais bonitas que se pode visitar. Tem algo de castiço. Talvez porque tenham um orgulho intrínseco na história de um Portugal que ali nasceu. Mas adorei a zona da Oliveira, assim como uns amigos meus também adoraram (a Mariana, a rapariga da gelataria).
A passagem por Aveiro, foi como ir um fim de semana a casa. Tenho pena de não ter visto toda a gente que queria ter visto mas não houve tempo para. É também verdade que não é Janeiro a altura que os estudantes aveirenses têm mais tempo livre. Ainda assim consegui ir ao karaoke, passar algum tempo no convívio que tinha saudades daquelas conversas de tudo um pouco e das vidas de cada um e ainda vi as tunas.
E amigos visitados, volta-se para casa e aproveita-se o último fim de semana para conhecer novos (adoráveis) membros da família. A Mariana nasceu a 31 de Dezembro. (Esta informação eu não podia saltar, mas só porque acho piada a novos seres estranhos que são estes humanos. Já pensaram o quão estranhos somos nós? É óbvio que só estou a divagar para que o texto seja mais chato, acho que estou a ficar perito nisto.)
E acabei de aprender que desgranar em espanhol significa debulhar.
Blá blá blá voltei para a Polónia. (Este blá blá blá foi porque estou absolutamente sem ideias para escrever e então ponho onomatopeia na vez de palavras que devia ter pensado. Vá a verdade é que estou muito preguiçoso.)
Primeiro choque: ONDE ESTÁ A NEVE? Pois chegado eu à terra do frio, não estava frio. E a cidade branca que eu conhecia não estava branca. Onde raio estava eu? Pois ao que parece, houve aqui uma pequena primavera antecipada que agora está a acabar.
E agora resolvi actualizar isto porque embora não se tenha passado mais nada não tinha nada para fazer e vim para a companhia de três espanholas "guapas" escrever isto. Vá eu quando não estiver em avaliações e tudo mais devo ficar outra vez com uma vida mais interessante e até já voltou a nevar e tudo.

PS: Malveiro mostrei a tua foto às espanholas e elas gostaram.

(este exto está escrito à semanas e o título é starbucks mas lido em polaco)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nop, está na terrinha.


Pois depois de cá ter vindo já aconteceram mais algumas coisinhas que valem a pena partilhar, porque isto (esta parvoíce de blog) se trata de uma partilha de experiências, curiosidades e pequenos ensinamentos sobre as coisas porque vou passando neste ano. "Crónicas" parvas de uma vida sortuda.

Fui outra vez patinar (passear) no gelo e melhorei bastante a minha performance de patinador, só caí uma vez. Mas desta vez houve algo que me desapontou: um habitante das canárias chamado Ylermi só conseguiu dar uma volta à pista (que desta vez era na Hala Stulecia nem precisei de transportes dá para ir a pé da minha casa ehe) e o pobre do Ylermi para além de não se ter divertido também não largou o muro em volta do ringue... Quanto a mim só caí uma vez e foi porque estava um buraco no meio da pista (epah este gajo é sempre, mas sempre a mesma coisa. Sempre a arranjar desculpas e desculpas porque é que não diz logo que uma das vezes que caiu foi por causa do buraco e as outras por aselhice)
Depois seguiu-se um dia a limpar a neve à volta de casa (bom desporto) e aviar as malas. De malas aviadas lá se põe o despertador, que não toca, porque me esqueci que para além de colocar as horas, se tem que activar o alarme. perdidos dois comboios, saí de casa à pressa para o comboio seguinte, apanhei o primeiro autocarro que passa e fui ter à estação... Hummm! Era bonito se tivesse acontecido assim. Bate tudo certo até apanhar o autocarro, mas... este "mas" é muito importante... estava na Polónia e o que se passou realmente foi o seguinte: apanhei o primeiro autocarro que passou em direcção à estação. Chegado o autocarro ao segundo cruzamento com semáforos o senhor motorista resolve ignorar a luz vermelha e embater num carro que fazia o cruzamento descontraidamente no sinal verde. Depois de alguma confusão em polaco (sim disse que a confusão era em polaco porque envolveu gritos do condutor da carrinha passat, acho que era uma passat, e o motorista estridente do autocarro em que eu seguia... bom quando finalmente abriram as portas do autocarro segui para a paragem seguinte, mas... (outro mas?)o acidente estava a bloquear quase todos os autocarros e eléctricos que seguiam para a estação. Quarenta e cinco minutos depois do (da segunda vez) previsto cheguei ao caos (estação). Havia pelo menos uma pessoa a gritar por bilheteira, filas enormes e com gente a discutir porque passavam a vez, ou porque a perdiam por ir buscar um capuccino, enfim... Nisto e depois de perder os 4 primeiros comboios a que no dia anterior me propunha apanhar, lá comprei um bilhete caríssimo para o Eurocity que finalmente me levaria a Varsóvia. Lá fui ver no ecrã, daqueles antigos pretos que fazem um barulhão quando mudam as letras. No ecrã dizia que tinha que apanhar um comboio na plataforma 2. Ok, lá vou eu para a plataforma 2 do caos que é a estação, em obras, de Wroclaw Glowny. 15 minutos antes do comboio e depois de umas palavras em polaco no arranhado altifalante toda a gente em minha volta começou a descer apressadamente a plataforma. "Humm algo se passa" pensei logo. Eis que 15 minutos antes do comboio chegar a sua plataforma foi alterada e eu por sorte resolvi ir confirmar... wut? pois é a Polónia pensei depois. No comboio consegui manter uma conversa em polaco com um senhor que vinha de Berlim e gostava de futebol. Gostava tanto de futebol que entre os jogadores portugueses que conhecia se encontrava o nome do Paulo Ferreira...
Lá encontrei Varsóvia depois de umas horas de leitura e fui jantar com a Maria João e com a Filipa, duas estudantes de Aveiro que se encontram de Erasmus em Lodz. fiquei com elas num hostel baratinho e de madrugada segui para o aeroporto. E assim deixei a apoteose polaca expressa na foto acima (onde aparece também a Marta Kowalczyk e a Tugba Röksu).

Manhã de 23 de Dezembro: Portugal! E desde aí é muito fácil contar os meus dias: Frango no forno, festa da véspera da véspera de Natal (recebi um anzol uma chumbada e fio de pesca na troca de prendas), peixe espada grelhado, bacalhau espiritual (duas variantes), bacalhau à lagareiro, borrego grelhado, caldeirada de borrego, roupa velha, carne de vaca estufada, caras de bacalhau e jardineira. Entre isto rever pessoas dar beijos e abraços e mais umas coisinhas: filhós, sonhos, pão-de-ló, tarde de limão, tarte de coco, tremoços, pudim de chocolate (caseiro), bolo rei, arroz doce e mais alguns doces dos quais não me lembro...

"Atão" (como se diz na Benedita) boas festas! Boas saídas e melhores entradas!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Until 22nd December

Aih tanto...
Estive por aqui dia 3 de Dezembro, e desde aí acho que até se passou alguma coisa. Vim aqui da última vez porque tinha muito que estudar/trabalhar e andava a engonhar. (Estas palavras "mneditenses" como engonhar e astrever são lindas, principalmente astrever, que foi a palavra que não usei. E pronto lá estou eu a engonhar.) Resultado da minha preguiça, uma semana sem fazer algo que não exercícios ou trabalhos. (Sim, em Erasmus por vezes é preciso trabalhar.)
Apercebi-me agora que, em polaco, o l com o traço (ł) se lê como quem não consegue dizer l.
Depois de uma semana em que viajei de casa para o c4 ou para o d2, do d2 para o b5, deste para o p14, deste para casa e de vez em quando passar no h4 para aprender polaco ou no c13 para comer... Já agora estas coisas são edifícios da minha universidade a Politechnika Wroclawska (com o l em Wroclaw traçado) Bem depois desta semana resolvi viajar um bocadinho mais. Uma vez que o Costa estava no seu último fim de semana em Bratislava, porque não ir até lá? E como Ostrava [onde estão o David, o Marcelo, o Fueca, o Pedro Trindade (gente que conheço de Aveiro) e mais uma cambada de tugas arruaceiros que por lá pára]. Siga para Ostrava.
Então lá fui eu e o Luís (meu colega de casa. Opah vocês têm que começar a ler os posts todos senão tenho que estar sempre a repetir tudo e é uma seca. Ou então isto foi só mais um pretexto para por, entre parêntesis, algo completamente desinteressante no meio do texto e vos tentar demover de ler o resto. E lá está se lessem os posts todos já sabiam isto e eu não precisava de estar a explicar porque digo tanta parvoíce desta).
Então às 6h08 lá apanhámos o comboio que nos levaria a Katowice, onde esperámos meia hora... Hummm espera lá Válter já estás a começar a perder pormenores... Esperámos meia hora pelo comboio que vinha de Varsóvia (Warsawa) e mais 40min dentro dele parados... Depois disto lá arrancámos para a Checa, onde o comboio anda ao dobro da velocidade, os carris são bastante mais direitos, portanto há menos solavancos, e as senhoras do altifalante arranham inglês. Deste arranhado Inglês consegui perceber que o comboio seguia atrasado devido a problemas na Polónia. Acho que os checos gostam bastante dos polacos porque o tom com que isto foi dito foi bastante amigável. Claro que não avisei o Marcelo e deixei-o à espera no frio de Ostrava.
Pois Ostrava. Primeiro é bastante ventoso, ou estava, o que, adjudicado a temperaturas abaixo de zero e a neve, pode ser bastante desconfortável. Seguimos então para as residências onde eles estão acomodados. Sim disse acomodados, porque são bem melhores que as daqui. Têm uma casa de banho e uma cozinha para cada 4 (a minha cozinha na residência era para 60 pessoas e só tinha mais um fogão). A primeira coisa gira de Ostrava são os eléctricos, muito mas muito confortáveis, (o David adormece sempre nas viagens até ao centro da cidade), porém o que achei mais piada foram as senhoras do altifalante a cantar em checo "próxima paragem Listopadu". Depois sobre Ostrava demorámos duas horas a visitar o centro, isto porque Ostrava é bastante industrial e nada turístico. À noite festa portuguesa de natal. Pois os Erasmus portugueses de Ostrava (quantas vezes é que eu já disse Ostrava?) não funcionam como os daqui, andam aos bandos e parecem espanhóis. Isto porque os espanhóis andam aos bandos em todo a parte e estão sempre de lado em relação aos outros países, para não salientar que têm, na maioria, um inglês execrável, falando de Erasmus claro.
No dia seguinte, Ostrava vista, festa feita (bela festa), siga lá para Bratislava. Na estação de Svinov em Ostrava comprámos o bilhete para Bratislava, que dizia Ostrava-Bratislava, apanhámos o comboio certo para Bratislava (40min atrasado devido a uma ligação na Polónia) e lá fomos muito contentes com o Costa a tentar arranjar-nos guarida e com pouco tempo disponível que tinha, passados a fronteira vem um senhor pica Austríaco (what? mas não íamos para a Eslováquia?) pois esse senhor pica disse "Estão no comboio errado, deviam ter trocado em Breclav", ao que eu respondi o que todos responderíamos "ainda bem que avisam agora". Vá claro que não disse isto, disse "então e agora o que temos que fazer". Nisto o pica revelando toda a sua simpatia disse "é problema vosso" (ainda bem). O Luís menos chocado e mais calmo que eu lá perguntou qual era a próxima paragem "Viena"...
Felizmente não tenho só amigos em Ostrava e em Bratislava. Lá falei com o Fartaria e com o Serra que nos acolheram nos apartamentos de luxo que são as residências deles.

Aih Viena. Viena é... Eu fiquei mesmo apaixonado pela cidade, enquanto lá estive (e foi só um dia e umas horas) não sei quantas vezes me passou pela cabeça um dia viver lá. É cosmopolita, acolhedora, deslumbrante, bela, musical. Como eu descrevi numa conversa com a Bia Lacerda "em Viena respira-se música clássica em cada edifício". As pessoas são sorridentes, até as que vão no metro. Vá no metro há sempre algumas pessoas que estão a viajar naquele mundo chamado imaginação, mas as outras estão sorridentes e não se notam caras aborrecidas. E a arquitectura wow. Viena pareceu-me uma competição de arquitectos com fundos ilimitados. A cada esquina um novo belo e imponente edifício. Pois acho que esses arquitectos também não estavam propriamente preocupados em guardar espaço. Edifícios como o Parlamento, a
biblioteca, rathaus, sei lá... Depois por todo o lado se fala inglês o que dá jeito e mesmo o alemão não soa tão estranho como este pchejechejetch polaco. (Isto de falar de Viena não dá tanto jeito para debitar porcaria pelo meio, porque a cidade não merece). No pouquíssimo tempo que estivemos em Viena resolvemos ir até Schönbrunn, um palácio um bocadinho grande (infelizmente não houve tempo para os seus jardins), lá chegados aparece-nos à frente um magnífico coro a cantar músicas de Natal como "Santa Claus is coming to town" e músicas Gospel como "Happy Day" entre outras bem conhecidas, uma cereja no topo de um delicioso bolo.

Infelizmente tivemos que voltar a Wroclaw, chegámos a casa e três novas pessoas no meio da sala: a Vanessa, o João e o Camelo. Três Erasmus de Roma amigos da Tânia que vieram conhecer Wroclaw. Como eles já cá estavam há um dia já conheciam a principal zona turística, então fui com eles conhecer também eu conhecer um bocadinho mais do centro. E é sempre bonito conhecermos locais novos nesta Wroclaw, passar em sítios desconhecidos, descobrir que na sinagoga há um mini museu histórico. Enfim...
No segundo dia passado com eles alguém se lembrou que podíamos ir patinar no gelo. O ringue aqui pertinho de casa estava fechado. Então, telefonar à Anna, "onde é que se patina?", apanhar um autocarro, passar meia hora lá dentro, chegar à rua Spiska, entrar. Lá dentro lá fui ver as minhas habilidades como estreante na patinagem (sim, não sabia patinar de forma alguma). Pelos vistos até e safo bem em meia hora (mais uns minutos) caí duas vezes, e consegui dar uma volta quase quase completa sem me agarrar ao corrimão, pois foi assim que se deu a segunda queda. É hilariante patinar no gelo quando não se sabe! Na próxima segunda feira vou patinar de novo. E estou convencido que quando souber patinar já não vai ter piada e nunca mais ponho os patins nos pés.
Vindo do ringue tinha em casa, para além da Monika, um português, três alemães e um turco (o João, as Alex, o Michael e o Güvenç. O Güvenç é o turco) que estavam a fazer qualquer coisa alemã estranha para jantar e a proceder à troca de fotos. (Sim, já tenho fotos para mostrar.)
Depois da troca de fotos (dia bem giro este) festa portuguesa na minha antiga residência organizada pelas aveirenses Ana Machado e Inês Morais (vá elas de aveirenses têm tanto como eu, vá a Inês acho que é do distrito). Quim Barreiros com força, mas o momento da noite foi uma emblemática música de seu nome "zumba na caneca". (Faltou o "malhão malhão", que falha.)
E a poucos dias de voltar a Portugal viajo entre festas de aniversário polacas. Ontem da Agata e hoje da Ania. Mas antes do aniversário da Ania, a "Vigilia", que é o nome polaco para Consoada e diga-se que vou comer até rebentar porque o objectivo é provar os pratos natalícios dos polacos. A melhor parte é que os polacos tem por tradição apresentar 12 pratos diferentes. Por isso hoje o meu jantar vai ser giro.

Pois isto já está sem muitos Erasmus. Até mesmo cá em casa já não está a Monika. E pronto lá vamos estando com polacos. Por falar nisso aprendi a palavra mais difícil de sempre de pronunciar em polaco e já consigo dizer bem (eheh) szczęście, que significa felicidade e lê-se qualquer coisa como chetcheunchgetxia (extremamente rápido). E como não devo vir aqui antes do Natal, a menos que algo extremamente alucinante aconteça, "zycze ci szczescia" (quanto a zycze, o primeiro z tem um pontinho em cima e o e tem cedilha) e ler isto é getxé(u) txi chetcheunchgetxia. Enfim o polaco é tão lindo e fácil.
E por fim aqui deixo algumas das pessoas que têm passado comigo estes meses. O João, o Luís, O rickard, o Güvenç, o namorado da Alex que não me lembro o nome (estava cá naquele fim de semana, a Fabrízia, A Merve, a Tugba, a Monika, a Tânia, o walter water válhter balter ou o que quer que seja que eles pronunciam como o meu nome, a Alex, o Luca, o Michael e a Alex.