segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Nop, está na terrinha.


Pois depois de cá ter vindo já aconteceram mais algumas coisinhas que valem a pena partilhar, porque isto (esta parvoíce de blog) se trata de uma partilha de experiências, curiosidades e pequenos ensinamentos sobre as coisas porque vou passando neste ano. "Crónicas" parvas de uma vida sortuda.

Fui outra vez patinar (passear) no gelo e melhorei bastante a minha performance de patinador, só caí uma vez. Mas desta vez houve algo que me desapontou: um habitante das canárias chamado Ylermi só conseguiu dar uma volta à pista (que desta vez era na Hala Stulecia nem precisei de transportes dá para ir a pé da minha casa ehe) e o pobre do Ylermi para além de não se ter divertido também não largou o muro em volta do ringue... Quanto a mim só caí uma vez e foi porque estava um buraco no meio da pista (epah este gajo é sempre, mas sempre a mesma coisa. Sempre a arranjar desculpas e desculpas porque é que não diz logo que uma das vezes que caiu foi por causa do buraco e as outras por aselhice)
Depois seguiu-se um dia a limpar a neve à volta de casa (bom desporto) e aviar as malas. De malas aviadas lá se põe o despertador, que não toca, porque me esqueci que para além de colocar as horas, se tem que activar o alarme. perdidos dois comboios, saí de casa à pressa para o comboio seguinte, apanhei o primeiro autocarro que passa e fui ter à estação... Hummm! Era bonito se tivesse acontecido assim. Bate tudo certo até apanhar o autocarro, mas... este "mas" é muito importante... estava na Polónia e o que se passou realmente foi o seguinte: apanhei o primeiro autocarro que passou em direcção à estação. Chegado o autocarro ao segundo cruzamento com semáforos o senhor motorista resolve ignorar a luz vermelha e embater num carro que fazia o cruzamento descontraidamente no sinal verde. Depois de alguma confusão em polaco (sim disse que a confusão era em polaco porque envolveu gritos do condutor da carrinha passat, acho que era uma passat, e o motorista estridente do autocarro em que eu seguia... bom quando finalmente abriram as portas do autocarro segui para a paragem seguinte, mas... (outro mas?)o acidente estava a bloquear quase todos os autocarros e eléctricos que seguiam para a estação. Quarenta e cinco minutos depois do (da segunda vez) previsto cheguei ao caos (estação). Havia pelo menos uma pessoa a gritar por bilheteira, filas enormes e com gente a discutir porque passavam a vez, ou porque a perdiam por ir buscar um capuccino, enfim... Nisto e depois de perder os 4 primeiros comboios a que no dia anterior me propunha apanhar, lá comprei um bilhete caríssimo para o Eurocity que finalmente me levaria a Varsóvia. Lá fui ver no ecrã, daqueles antigos pretos que fazem um barulhão quando mudam as letras. No ecrã dizia que tinha que apanhar um comboio na plataforma 2. Ok, lá vou eu para a plataforma 2 do caos que é a estação, em obras, de Wroclaw Glowny. 15 minutos antes do comboio e depois de umas palavras em polaco no arranhado altifalante toda a gente em minha volta começou a descer apressadamente a plataforma. "Humm algo se passa" pensei logo. Eis que 15 minutos antes do comboio chegar a sua plataforma foi alterada e eu por sorte resolvi ir confirmar... wut? pois é a Polónia pensei depois. No comboio consegui manter uma conversa em polaco com um senhor que vinha de Berlim e gostava de futebol. Gostava tanto de futebol que entre os jogadores portugueses que conhecia se encontrava o nome do Paulo Ferreira...
Lá encontrei Varsóvia depois de umas horas de leitura e fui jantar com a Maria João e com a Filipa, duas estudantes de Aveiro que se encontram de Erasmus em Lodz. fiquei com elas num hostel baratinho e de madrugada segui para o aeroporto. E assim deixei a apoteose polaca expressa na foto acima (onde aparece também a Marta Kowalczyk e a Tugba Röksu).

Manhã de 23 de Dezembro: Portugal! E desde aí é muito fácil contar os meus dias: Frango no forno, festa da véspera da véspera de Natal (recebi um anzol uma chumbada e fio de pesca na troca de prendas), peixe espada grelhado, bacalhau espiritual (duas variantes), bacalhau à lagareiro, borrego grelhado, caldeirada de borrego, roupa velha, carne de vaca estufada, caras de bacalhau e jardineira. Entre isto rever pessoas dar beijos e abraços e mais umas coisinhas: filhós, sonhos, pão-de-ló, tarde de limão, tarte de coco, tremoços, pudim de chocolate (caseiro), bolo rei, arroz doce e mais alguns doces dos quais não me lembro...

"Atão" (como se diz na Benedita) boas festas! Boas saídas e melhores entradas!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Until 22nd December

Aih tanto...
Estive por aqui dia 3 de Dezembro, e desde aí acho que até se passou alguma coisa. Vim aqui da última vez porque tinha muito que estudar/trabalhar e andava a engonhar. (Estas palavras "mneditenses" como engonhar e astrever são lindas, principalmente astrever, que foi a palavra que não usei. E pronto lá estou eu a engonhar.) Resultado da minha preguiça, uma semana sem fazer algo que não exercícios ou trabalhos. (Sim, em Erasmus por vezes é preciso trabalhar.)
Apercebi-me agora que, em polaco, o l com o traço (ł) se lê como quem não consegue dizer l.
Depois de uma semana em que viajei de casa para o c4 ou para o d2, do d2 para o b5, deste para o p14, deste para casa e de vez em quando passar no h4 para aprender polaco ou no c13 para comer... Já agora estas coisas são edifícios da minha universidade a Politechnika Wroclawska (com o l em Wroclaw traçado) Bem depois desta semana resolvi viajar um bocadinho mais. Uma vez que o Costa estava no seu último fim de semana em Bratislava, porque não ir até lá? E como Ostrava [onde estão o David, o Marcelo, o Fueca, o Pedro Trindade (gente que conheço de Aveiro) e mais uma cambada de tugas arruaceiros que por lá pára]. Siga para Ostrava.
Então lá fui eu e o Luís (meu colega de casa. Opah vocês têm que começar a ler os posts todos senão tenho que estar sempre a repetir tudo e é uma seca. Ou então isto foi só mais um pretexto para por, entre parêntesis, algo completamente desinteressante no meio do texto e vos tentar demover de ler o resto. E lá está se lessem os posts todos já sabiam isto e eu não precisava de estar a explicar porque digo tanta parvoíce desta).
Então às 6h08 lá apanhámos o comboio que nos levaria a Katowice, onde esperámos meia hora... Hummm espera lá Válter já estás a começar a perder pormenores... Esperámos meia hora pelo comboio que vinha de Varsóvia (Warsawa) e mais 40min dentro dele parados... Depois disto lá arrancámos para a Checa, onde o comboio anda ao dobro da velocidade, os carris são bastante mais direitos, portanto há menos solavancos, e as senhoras do altifalante arranham inglês. Deste arranhado Inglês consegui perceber que o comboio seguia atrasado devido a problemas na Polónia. Acho que os checos gostam bastante dos polacos porque o tom com que isto foi dito foi bastante amigável. Claro que não avisei o Marcelo e deixei-o à espera no frio de Ostrava.
Pois Ostrava. Primeiro é bastante ventoso, ou estava, o que, adjudicado a temperaturas abaixo de zero e a neve, pode ser bastante desconfortável. Seguimos então para as residências onde eles estão acomodados. Sim disse acomodados, porque são bem melhores que as daqui. Têm uma casa de banho e uma cozinha para cada 4 (a minha cozinha na residência era para 60 pessoas e só tinha mais um fogão). A primeira coisa gira de Ostrava são os eléctricos, muito mas muito confortáveis, (o David adormece sempre nas viagens até ao centro da cidade), porém o que achei mais piada foram as senhoras do altifalante a cantar em checo "próxima paragem Listopadu". Depois sobre Ostrava demorámos duas horas a visitar o centro, isto porque Ostrava é bastante industrial e nada turístico. À noite festa portuguesa de natal. Pois os Erasmus portugueses de Ostrava (quantas vezes é que eu já disse Ostrava?) não funcionam como os daqui, andam aos bandos e parecem espanhóis. Isto porque os espanhóis andam aos bandos em todo a parte e estão sempre de lado em relação aos outros países, para não salientar que têm, na maioria, um inglês execrável, falando de Erasmus claro.
No dia seguinte, Ostrava vista, festa feita (bela festa), siga lá para Bratislava. Na estação de Svinov em Ostrava comprámos o bilhete para Bratislava, que dizia Ostrava-Bratislava, apanhámos o comboio certo para Bratislava (40min atrasado devido a uma ligação na Polónia) e lá fomos muito contentes com o Costa a tentar arranjar-nos guarida e com pouco tempo disponível que tinha, passados a fronteira vem um senhor pica Austríaco (what? mas não íamos para a Eslováquia?) pois esse senhor pica disse "Estão no comboio errado, deviam ter trocado em Breclav", ao que eu respondi o que todos responderíamos "ainda bem que avisam agora". Vá claro que não disse isto, disse "então e agora o que temos que fazer". Nisto o pica revelando toda a sua simpatia disse "é problema vosso" (ainda bem). O Luís menos chocado e mais calmo que eu lá perguntou qual era a próxima paragem "Viena"...
Felizmente não tenho só amigos em Ostrava e em Bratislava. Lá falei com o Fartaria e com o Serra que nos acolheram nos apartamentos de luxo que são as residências deles.

Aih Viena. Viena é... Eu fiquei mesmo apaixonado pela cidade, enquanto lá estive (e foi só um dia e umas horas) não sei quantas vezes me passou pela cabeça um dia viver lá. É cosmopolita, acolhedora, deslumbrante, bela, musical. Como eu descrevi numa conversa com a Bia Lacerda "em Viena respira-se música clássica em cada edifício". As pessoas são sorridentes, até as que vão no metro. Vá no metro há sempre algumas pessoas que estão a viajar naquele mundo chamado imaginação, mas as outras estão sorridentes e não se notam caras aborrecidas. E a arquitectura wow. Viena pareceu-me uma competição de arquitectos com fundos ilimitados. A cada esquina um novo belo e imponente edifício. Pois acho que esses arquitectos também não estavam propriamente preocupados em guardar espaço. Edifícios como o Parlamento, a
biblioteca, rathaus, sei lá... Depois por todo o lado se fala inglês o que dá jeito e mesmo o alemão não soa tão estranho como este pchejechejetch polaco. (Isto de falar de Viena não dá tanto jeito para debitar porcaria pelo meio, porque a cidade não merece). No pouquíssimo tempo que estivemos em Viena resolvemos ir até Schönbrunn, um palácio um bocadinho grande (infelizmente não houve tempo para os seus jardins), lá chegados aparece-nos à frente um magnífico coro a cantar músicas de Natal como "Santa Claus is coming to town" e músicas Gospel como "Happy Day" entre outras bem conhecidas, uma cereja no topo de um delicioso bolo.

Infelizmente tivemos que voltar a Wroclaw, chegámos a casa e três novas pessoas no meio da sala: a Vanessa, o João e o Camelo. Três Erasmus de Roma amigos da Tânia que vieram conhecer Wroclaw. Como eles já cá estavam há um dia já conheciam a principal zona turística, então fui com eles conhecer também eu conhecer um bocadinho mais do centro. E é sempre bonito conhecermos locais novos nesta Wroclaw, passar em sítios desconhecidos, descobrir que na sinagoga há um mini museu histórico. Enfim...
No segundo dia passado com eles alguém se lembrou que podíamos ir patinar no gelo. O ringue aqui pertinho de casa estava fechado. Então, telefonar à Anna, "onde é que se patina?", apanhar um autocarro, passar meia hora lá dentro, chegar à rua Spiska, entrar. Lá dentro lá fui ver as minhas habilidades como estreante na patinagem (sim, não sabia patinar de forma alguma). Pelos vistos até e safo bem em meia hora (mais uns minutos) caí duas vezes, e consegui dar uma volta quase quase completa sem me agarrar ao corrimão, pois foi assim que se deu a segunda queda. É hilariante patinar no gelo quando não se sabe! Na próxima segunda feira vou patinar de novo. E estou convencido que quando souber patinar já não vai ter piada e nunca mais ponho os patins nos pés.
Vindo do ringue tinha em casa, para além da Monika, um português, três alemães e um turco (o João, as Alex, o Michael e o Güvenç. O Güvenç é o turco) que estavam a fazer qualquer coisa alemã estranha para jantar e a proceder à troca de fotos. (Sim, já tenho fotos para mostrar.)
Depois da troca de fotos (dia bem giro este) festa portuguesa na minha antiga residência organizada pelas aveirenses Ana Machado e Inês Morais (vá elas de aveirenses têm tanto como eu, vá a Inês acho que é do distrito). Quim Barreiros com força, mas o momento da noite foi uma emblemática música de seu nome "zumba na caneca". (Faltou o "malhão malhão", que falha.)
E a poucos dias de voltar a Portugal viajo entre festas de aniversário polacas. Ontem da Agata e hoje da Ania. Mas antes do aniversário da Ania, a "Vigilia", que é o nome polaco para Consoada e diga-se que vou comer até rebentar porque o objectivo é provar os pratos natalícios dos polacos. A melhor parte é que os polacos tem por tradição apresentar 12 pratos diferentes. Por isso hoje o meu jantar vai ser giro.

Pois isto já está sem muitos Erasmus. Até mesmo cá em casa já não está a Monika. E pronto lá vamos estando com polacos. Por falar nisso aprendi a palavra mais difícil de sempre de pronunciar em polaco e já consigo dizer bem (eheh) szczęście, que significa felicidade e lê-se qualquer coisa como chetcheunchgetxia (extremamente rápido). E como não devo vir aqui antes do Natal, a menos que algo extremamente alucinante aconteça, "zycze ci szczescia" (quanto a zycze, o primeiro z tem um pontinho em cima e o e tem cedilha) e ler isto é getxé(u) txi chetcheunchgetxia. Enfim o polaco é tão lindo e fácil.
E por fim aqui deixo algumas das pessoas que têm passado comigo estes meses. O João, o Luís, O rickard, o Güvenç, o namorado da Alex que não me lembro o nome (estava cá naquele fim de semana, a Fabrízia, A Merve, a Tugba, a Monika, a Tânia, o walter water válhter balter ou o que quer que seja que eles pronunciam como o meu nome, a Alex, o Luca, o Michael e a Alex.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

In Wroclove


Demorei algum tempo a escrever novamente para ver se acumulava porcaria suficiente para debitar aqui. E estou a escrever apenas porque está demasiado frio para sair. E um chá que estou a fazer vai saber-me bem.
Já vos disse como as coisas aqui acontecem a um ritmo alucinante? Pois realmente parece que estou aqui há já mais de um ano, mas ainda só foram dois meses e só passaram duas semanas desde o última publicação...
No fim de semana passado, para quem não sabe foi o meu aniversário, e como gosto de festa resolvi juntar bastante gente (para ver se recebia muitos presentes). Consegui (ambas as coisas). Primeiro agradeço a visita dos meus bons amigos Marcelo Penas, David Graça (meus ex companheiros de casa) e do Pedro Trindade e também do seu e agora meu amigo Adão Mendes. Eles vieram de Ostrava nos maravilhosos comboios da Polónia. E no caminho apaixonaram-se por uma polaca, ou pelo menos duas.
Durante a estadia destes animais de que estou a falar, abriu um mercado de Natal na Rynek (têm a foto desta praça noutro post), que é no mínimo giro. Tem histórias de encantar para
as crianças, renas, árvores de Natal, castanhas quentinhas (a minha parte favorita do mercado), vinho quente, queijos, presuntos, chouriços (espero que já estejam fartos desta enumeração), salsichas, bacon, afinal não tem presunto era só para vos enganar, tem botas, gorros, t-shirts com frases engraçadas (em polaco), mini carrosséis e frio. Pois esta última coisa é algo que abona por estas bandas. Enquanto estávamos a visitar a cidade, encontrámos na rua a Vanessa Madureira e a Andreia Milheiro, duas portuguesas (acho que pelos nomes se apercebiam disso, mas como não posso esperar inteligência da parte de toda a gente que lê isto, até porque estão a ler isto) que começaram a falar connosco só porque não é assim tão natural ouvir falar português nas ruas de Wrocław, acontece que elas estão de Erasmus em Poznan (que tem acento agudo no último n) e estavam a visitar a cidade sozinhas. Ainda as convidámos para se juntarem à nossa jornada no centro da cidade, mas, e mesmo sendo 4 da tarde, elas preferiram is almoçar, contudo convidei-as para a minha festa de aniversário... et voilá: mais duas pessoas na minha festa. E isto sim é Erasmus: simplesmente estar predisposto a ser amigo de quem te aparecer à frente, acho que eu devia ser assim mais vezes e não só aqui. Mas também acho que já era assim... Hummm! Whatever.
Chegádos à festa estiveram presentes mais de 40 pessoas entre Portugueses, Polacos, Turcos, Italianos, Espanhóis, Alemãs (devia ser alemães mas o Michael foi comprar ingrdientes para o jantar alemão à terrinha. E sim foi só por isso que ele foi à Alemanha.), Romenos (vá era
a Monika) E acho que é tudo. A festa foi na minha antiga residência por isso devo agradecer ao Jorge, ao Juan e ao Nacho por terem cedido o quarto para servir de bengaleiro e ao Christian por ter emprestado as colunas. Por falar em música tenho que mencionar o nome de uma moça polaca que já é uma grande amiga Anna Hnatiuk (apelido mais estranho de sempre parece turco misturado com húngaro) que para além de ter escolhido a playlist de músicas da festa também escolheu com a Monika (para quem não sabe é a minha colega de casa meio romena meio húngara) alguns dos meus presentes: Um livro de poesia polaca traduzido para inglês, um gorro (que é o meu melhor amigo aqui), um álbum de jazz polaco (que estou a ouvir agora) e um cartão assinado por toda a gente da festa, inclusive a senhora da recepção; também recebi aparte um outro álbum de jazz polaco, um bilhete de lotto (sem prémio, que me ofereceu a minha p
rofessora de Polaco), uma caixa de chocolates (daqueles que tenho que comer um por dia até ao Natal) e duas bebidas estranhas cujos nomes são "miodne" e "walonskie" (ou qualquer coisa do género) estas hei de as levar para Portugal. Por falar em Portugal tenho que agradecer à Marta Oliveira o belo presente que ela enviou, estava mesmo a precisar de ler em português. (só para que conste o presente é um livro)
Agora que já passou a minha fase de puto de 6 anos a mostrar as prendas de anos vou falar do puto de 7 anos que quase nunca vê neve. Pois entretanto tem nevado que se farta. Na quarta feira dia 25 começou a cair algo que era meio neve meio chuva, ou então nevava cinco minutos e chovia outros 5 sempre à vez. No sábado passado já começou a nevar mais decentemente e já dava para mandar bolas de neve à cara dos outros. Mas como disse a Sara Czervinska (com acento no n) "não dá para construir bonecos de neve ainda não conta". Eis que na segunda feira passada acordei numa cidade diferente. Conhecem aquela história: Uma vez um menino branco acordou numa cidade branca, com estradas brancas, com carros brancos, etc.. Pois isto é mesmo tudo branco. Mas o mais hila
riante é que na segunda eu não reconhecia as paragens de autocarro/eléctrico, mesmo aquelas em paro 4 vezes por dia (como a minha paragem de casa). é como se voltasse para a primeira semana: contar o número de paragens para não sair no sítio errado, olhar fora do autocarro/eléctrico para confirmar o nome da paragem... Depois o normal já construí bonecos de neve, já mandei bolas de neve à cara de amigos e eles fizeram-me o mesmo (já agora obrigado ao João Santos por me ter atirado um calhau de gelo à barriga a pensar que era neve) . E falando em neve também vou falar um bocadinho destes últimos dias: na quarta feira nevou tanto que a rua onde moro estava de tal maneira que não se distinguia a estrada do passeio nem pela altura de neve caminhar 20 meros metros era um desafio enorme. Mas o mais giro foi as temperaturas que estiveram por cá, ontem chegou aos -22ºC (Claro que tive que sair à rua para ver como era). Para quem nunca experimentou disso, quando o fizer faça como eu: meia-calça; camisolas e casacos até mais não, gorro(s), cachecol, luvas (pode ser mais que um par) botas e calças grossas. E uma coisa gira é inspirar pela boca este ar assim frio, parece que se está a trincar calippo. Outras partes agradáveis de viver nesta cidade branca é ter que limpar a neve do pa
sseio e do jardim... e o melhor de tudo são os 5 minutos de preparação (vestir casacos, gorros, luvas, etc) cada vez que se sai à rua.

Se bem me lembro a última vez que estive para aqui a debitar palavras aconteceu um jantar italiano, que já vinha na sequência de um português. Devo dizer que me apaixonei pelas brusquetas. (o resto tinha queijo e embora comestível...) Uma semana depois do italiano foi a vez do jantar turco e... Tão bom! Primeiro uma sopa que era estranha e extraordinariamente deliciosa. Depois qualquer coisa como sigureburek que é de chorar por mais efectivamente. E por fim algo com frango no forno e um arroz delicioso... fiquei rendido.
Depois destas iguarias turcas seria difícil bater (só se fosse o português de novo) veio o alemão que também era delicioso: aquela sopa que sabia a pizza de cebola estava tão boa que todos repetiram, claro que depois veio algo que parecia salsicha trazido pelo Michael da Alemanha (isto já não era tão bom), mas no fim aquela sobremesa que parecia panquecas com açúcar e compota de maçã... uih!
E na próxima quarta vem o jantar húngaro...

Por falar em Hungria (adoro fazer isto) hoje fui à ópera. Era em alemão por isso não perce
bi a história, mas para 1zl (menos de 30 cêntimos) foi um concerto fantástico. Adorei. e depois valeu a pena nem que fosse para conhecer o edifício. Já todos pagámos mais para ver edifícios bem mais feios e menos simbólicos.

Daqui é mais um bocadinho e para que fiquem a saber estão -14ºC lá fora.

E uma foto típica para mostrar aos amigos (rapazes).

PS: o título desta mensagem deve-se ao fim de semana passado e ao amor que os meus visitantes tiveram pelas polacas de cá.... aaaa pela cidade. E palavras do Marcelo: "estás na melhor cidade para se fazer erasmus"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E... aqui.

Pois é. Mais uns dias, mais histórias ou estórias. Isto de acordarem ortografias quando alguém está a ir para fora pode confundir uma pessoa. E enquanto em Portugal acontecem coisas estranhas, aqui na "Polska" passam-se coisas mais estranhas ainda.
Este fim de semana tive visitantes aqui o João Henriques e o Ricardo Simões (dois amigos do BEST, tinha que fazer este trocadilho) eles vieram na sexta mas atrasaram-se porque o comboio que supostamente teriam apanhado atrasou-se apenas 180 minutos. No momento em que me disseram isto eu estava com a Justyna Woldan (é polaca e o nome dela lê-se iusstena, eu sei que isto não interessa mas é só para encher chouriços e como habitualmente dizer algo estúpido e entediante para vos demolir de ler o resto do texto). A Justyna começou a rir-se e disse que uma vez o comboio em que seguia atrasou-se duas horas e meia porque alguém tinha roubado parte dos carris e que isso não é tão invulgar como se pode pensar. Eu ri-me e respondi "you polish people".
De facto aqui há sempre acontecimentos insólitos e estranhos para contar, mas este bate qualquer coisa... Ah! Esperem. Se calhar também tenho que partilhar uma história que os meus amigos napolitanos Fabrizia e Luca partilharam comigo. (E como eles são o casal mais unido de sempre há quem os trate por Fabriluca ou Lubrizia, dependendo do acontecimento.) Ora bem no Natal em Nápoles ali na Itália, mais propriamente no Sul da Europa costuma construir-se uma bela (não faço ideia se é gira ou não) e enorme (a maior de Itália segundo os Napolitanos mas insignificante segundo os Milanenses Andrea, Manuel e Pasquale) árvore de Natal. Não sei se vocês sabem mas existe uma espécie de Máfia em Nápoles cujo nome não me recordo. Mas essa "organização" tende a controlar uma coisa que existe em Nápoles (e no resto do mundo porque há bastante gente parva) que se chama crime. O que é que o crime tem que ver com a árvore de Natal? Pois todos os anos alguém rouba a árvore que está exposta numa das praças centrais da cidade. Começam pelos efeitos e chega-se à consoada já não há árvore. (wut??)

Fugindo aos insólitos deste nosso mundinho. Este domingo fui ao cinema pela primeira vez aqui na Polónia. Entre o grupo que acompanhei haviam 4 nacionalidades: portuguesa, polaca, espanhola e indiana. No final do filme foi "the other guys" uma comédia americana. (como sempre eu e as comédias americanas somos unha e carne e eu detestei o filme) No final do filme o nosso grupo eram pessoas felizes a comentar as melhores piadas do filme, como se faz normalmente no final de uma ida ao cinema depois de ver uma comédia. Opah esqueci-me outra vez de algo! Os espanhóis: o Jesus adormeceu durante o filme e o resto dos espanhóis simplesmente não entenderam porque não percebem suficientemente inglês.

Por falar em coisas que tenho feito: Agora às terças feiras um grupo de jovens estudantes de Erasmus em Wroclaw junta-se para um jantar. Na semana passada foi um jantar Português em que se comeu bacalhau com natas, francesinhas e arroz à valenciana sem açafrão; e se bebeu vinho branco português, vinho do porto e café delta. Hoje é o jantar Italiano e a minha cozinha foi invadida e lá fala-se italiano. Devo dizer que ainda não cheira bem mas tende para.

E como tenho gente em casa despeço-me e vou ver se não me incendeiam a cozinha.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ainda

Ainda não deixei a cidade.
Cada vez há menos para dizer porque com tanto tempo aqui passado cria-se uma rotina. E as rotinas são tão desinteressantes. Posso dizer que me encontro bem de saúde. Já me oriento bem na cidade (melhor que alguns nativos).
Já não é um monstro o facto de ir às compras, porque já sei algumas palavras que me ajudam. ainda assim no que toca à escolha dos produtos em si... lucky guesses.

Tenho que agradecer à minha professora de francês que em três anos não me conseguiu ensinar francês como deve ser mas sempre consigo comunicar com a minha vizinha de cima em meio francês meio polaco com uma pitada de inglês tangente aos 0%.

E é tão bom ter uma cozinha em condições. Poder comer má comida bem cozinhada. Provei "gulyás" ou goulash (que segundo o google translator é a forma portuguesa) é uma comida húngara que sabe bastante bem. Fizemos também um panelão de sopa de legumes (já estava farto das "zupas" dos polacos, que consistem em água temperada com qualquer coisa a boiar). Amanhã bacalhau para jantar. Porque chega o namorado da Tânia e trás disso. E um dia destes vai ter que aparecer um bolo no meu forno.
Comer é tão bom!

Ainda não viajei mas está para breve, espero eu. E aí posso ter mais histórias alucinantes e interessantes que esta porcaria que estou para aqui a debitar (sempre a mesma treta, este gajo é uma seca ainda bem que ele está lá para a Rússia).

Ontem a Monika cortou-me o cabelo e está bastante mau, mas pelo menos não paguei... Estou a brincar, porque "a moça até se astreve" (ai beneditense essa língua tão estranha) e já tinha experiência de cortar cabelos anteriormente.

E há sempre coisas curiosas sobre os polacos: quando se conhece alguém cumprimenta-se com um aperto de mão, mesmo as mulheres (Telma devias gostar de ser polaca). Mas o que eu gosto mesmo é os horários das refeições... ah espera eles não têm disso. Uma amiga minha disse que a mãe dela costumava fazer o jantar por volta das 14h. Vá pelo menos tomam pequenos almoços como deve de ser. Lanche não existe. Jantar só de vez em quando. e almoço pode ser desde as 11 até às 16h. what? Se alguém perceber isto ajude-me.

Ainda não sei como mas vamos ter que arranjar água pé e castanhas para o magusto. Acho que vou ter que ir à Auchan procurar e não é propriamente perto , mas lá há de tudo, até açafrão.

E continuo com saudades de café de uma verdadeira bica. E de ir ao café só para estar na conversa ou ver um jogo de futebol... Também devia ser giro encontrar pastelarias, mas não há disso. Ou pub ou klub.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tak, jestem we Wrocławiu.

Estou melhor agora que me mudei. Posso cozinhar por isso hoje comprei uma pizza por um euro e pouco e vai ser o meu jantar.
Isto da vida polaca (ainda) é um pouco estranho.
Aulas a começar às 7h30' para fazer uma pessoa sair de casa enquando ainda estão -2ºC. E como é cedo (muito) o que apetece é café... Uma bica daquelas normais que custam 60 cêntimos . Pois não há! Pelo menos a aula de hoje das 7h30' foi a falar de queimar coisas (incinerações) devia ser por estar tanto frio que praticamente se "queimou" tudo naquela aula.
Depois o pior dia para mim é a quinta feira: Não tenho hora de almoço. Como é que não se tem hora de almoço??? 15 minutos? almoço uma sandes, só? está tudo doido ou quê?
Também há aquelas coisas estranhas chamadas semanas. E se pensam que todas as semanas são iguais estão enganados. Há semanas pares e semanas ímpares e o meu horário depende da paridade da semana. Mas não é assim tão linear, porque há ainda dias da semana como na terça feira de uma semana ímpar que afinal era quinta feira de uma semana par (mais um dia sem hora de almoço). Eles não funcionam com o cérebro todo de certo. Vá na realidade isto dos dias trocarem até tem razão de ser serve para compensar feriados e dias de férias para no final as aulas baterem certo.

Por falar em aulas, estou a viver com uma rapariga romena (Monika) que estuda design de interiores (dá sempre jeito viver com alguém que queira embelezar a casa) e dois portugueses (Tânia e Luís) de engenharia informática (que também dá jeito para configurarem a net bem como outras coisas).

Decidi que quero mesmo aprender polaco. Porque quem sabe o que o futuro me trará? Um dia poderá ser-me útil e depois arrepender-me de ter desperdiçado a oportunidade de aprender polaco da maneira mais fácil. Sim porque a viver aqui é muito mais fácil aprender polaco que a viver em Portugal (ou na China). Até que era um grande desafio aprender polaco na China. Mas para dizer a verdade a verdade é que aqui não só estou a aprender polaco como estou a melhorar o meu portunhol. Vou sabendo algumas palavras em italiano, alemão, húngaro, sueco, turco, romeno e melhorando o meu quase nulo francês.
Devo dizer que a língua mais complicada é o turco porque aprender a falar de boca fechada não é nada fácil. Quanto ao italiano é mesmo o que nós pensamos: falar um pouco de espanhol com palavras acabadas em i, falar alto e gesticular imenso. (adoro os italianos)

Devo dizer que nunca pensei querer tanto comer peixe. Aqui só filetes de pescada congelados e maus por sinal. E a carne é toda extremamente gordorosa e existe molhos em tudo quanto é coisa. Como diz o Luís: quando chegar a Portugal tenho que analisar o meu colesterol.

E não é tudo aqui da Polónia mas é mais um bocadinho...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estou a Leste!

Pois é isto cada vez é mais Polska e menos Polónia.
Primeiro: quero um café! O café menos mau que experimentei foi numa livraria e custou 2€ (vão mas é roubar para a estrada) Mas pode sempre beber-se o que eles chamam de "espresso" por 1,70 zloty nas máquinas da universidade, mas recebe-se um meio copo e são copos de sumo.

Aqui em Wroclaw há um jardim japonês (já falei dele) em que se paga entrada para visitar 1,5 zloty (estudantes) e a casa de banho pública mais próxima também é paga 2 zloty. (mais vale mijar nos bonsais)

Se quiserem vir à Polónia têm de aprender umas coisinhas primeiro.
Para pedir uma água têm de pedir expressamente woda niegazowana (água sem gás) porque para os polacos o normal é ser woda gazowana (que gente). E se pedirem água num café provavelmente virá uma rodela de limão no copo.
Depois tudo, mas tudo o que se come tem molhos. e pelo menos um frasco de ketchup por cada 50g de comida. Uma das coisas que se vê polacos a comer na rua (com muita frequência) é uma espécie de pão de alho cheio de ketchup e maionese. As tostas têm ketchup e maionese. A salada tem maionese. A carne é cozida em ketchup ou outro qualquer molho doce. eu em casa agora só faço grelhados porque é coisa que não existe.
(Mãe vais ficar contente por saber isto) Sinto falta de peixe. Quero comer um belo de um carapau grelhado. Bem já vi salmão por aqui, mas era cozido e tinha uma grande quantidade de molho por cima.
A sopa aqui não leva sal nem batatas em compensação é coentros até mais não (pior que no alentejo) e outras especiarias a temperar a água que eles chamam sopa.

E polaco? Pois a língua. É muito fácil. Os predicados podem por-se onde se apeteça porque não há regras. Por isso é fácil para os alemães porque podem pô-los no fim e é fácil para os latinos porque o pomos depois do sujeito. os nomes é que já é uma coisa diferente um nome tem 7 ou 9 terminações diferentes conforme a situação (Até os nomes próprios e as siglas como sms que pode ser sms'a ou outra qualquer coisa estranha)

Depois achei que era mais giro partilhar quarto... (O Raul ressona muito) mas nem é por isso. Eu acho que estou sempre a incomodar alguém e não me sinto propriamente num quarto. Isto funciona mais como uma sala onde tenho ligação à internet, tenho uns armáriose um frigorífico para guardar coisas e uma cama onde durmo. Aqui preciso de dormir o dobro do tempo porque não dá para se dormir bem é barulho por todo lado a toda a hora. São cerca de 480 pessoas a viver no mesmo edifício. A casa de bano é como se fosse pública porque a partilho com 9 outras pessoas e uma delas ainda não vi. Mas já sei que é polaco.
Isto é do tipo 4 quartos partilham a mesma casa de banho sem porta para o chuveiro (é só um cortinado) . No meu quarto é um português, um espanhol e um francês; no quarto ao lado duas espanholas, temos a casa de banho como um ponto de passagem para os outros dois quartos onde num estão dois espanhóis e no outro quarto estão um turco e dois polacos.

E os polacos perguntam se estou pronto para o frio. Mas a máxima temperatura para hoje é 7ºC. Não é já frio que chegue?

E já sei umas coisinhas em polaco, por isso: Na razie

domingo, 10 de outubro de 2010

Parece que sim até mesmo de noite.


Pois é já não actualizava isto há muito tempo. Já se passou uma aula de polaco em que aprendi muito pouca coisa ou mesmo pouca coisa. Ficai vós a saber que a minha professora de Polaco é gira. Não sei se esta informação é importante para as vossas vidas ou mesmo para a minha, mas o meu colega de quarto achou que sim. E antes da minha aula o Raul perguntou-me se a minha professora seria a Agnieska. Eu disse que sim e ele disse-me que era gira. Depois da aula, posso dizer que é verdade.
Conheci também o meu coordenador, que aparenta ter pouco mais de trinta anos e viajar de bicicleta a percorrer festivais de verão. Resta dizer que quando conheci, quarta feira passada, fui lá para saber das aulas e essas coisas... Resultado ele falou de viagens baratas para toda a Europa, festivais de verão, concertos, etc. E aulas?
Poois... Compilei hoje uma espécie de horário com algumas (várias e demasiadas) sobreposições. Uma delas as duas cadeiras que eu tenho com mais créditos... Amanhã saberei se haverá ou não outra das cadeiras.

Não falando mais de escola, que não é para isso que vós vindes cá ler esta minha apresentação da minha estadia cá. Digo-vos também que já posso descrever um bocadinho da noite de Wroclaw: Digamos que se tens uma insónia (bezsenność) e vontade de te regenerar (regeneracjia) podes manter os pés no chão por força da gravidade (grawitacia), deslocas-te de metropolitano (metropolis) ou vais de carro e estacionas na garagem (garage). Caso não aconteça nada disso tens sempre um plano B (plan B).
Como espero que tenham percebido, mas ainda assim eu explico, os nomes entre parêntesis são alguns dos bares de Wroclaw, não os descrevo porque não os visitei todos (tenho aqui é um mapa dos bares que diz o nome) e visitei outros (Studio P-1 acho que foi o único que visitei e não mencionei).

Sobre os polacos, acho que já posso falar um pouco:
Primeiro devo dizer que as mulheres polacas são extremamente belas e usam maquilhagem e roupa justa com muito mais frequência que em Portugal. Aqui metade das mulheres usam saltos altos e maquilhagem no dia-a-dia. Aqui metade (menos um bocadinho) das mulheres anda de leggings ou mini-saia (e sim está frio).
Depois os homens polacos são extremamente descuidados com a imagem, são feios e têm aspecto austero (o que felizmente não se revela na personalidade).
As pessoas são extremamente prestáveis, mesmo as que não falam inglês e me dizem mil e quinhentas coisas em polaco, como se eu polaco fosse. (Adoro a mulher da recepção das residências por exemplo)
Obviamente que estas são ilações bastante exageradas.

Também, agora, já sei um pouco mais da cidade tem cerca de 640 mil habitantes e mais de 100 mil estudantes (tanta gente a gastar dinheiro aos pais). A cidade foi quase toda abalroada (adoro esta palavra) durante as grandes guerras de modo que é bastante recente, mas na zona central e histórica da cidade apostou-se na reconstrução e não se perderam todos os valores arquitectónicos. Também no centro da cidade estão espalhados uns anões, gnomos (ou o que lhes quiserem chamar) que eu acho bastante piada, mas ainda não descobri para que servem.

Comida polaca, não sou adepto de pierogis (a comida mais tradicional), mas de Gołąbkis já não posso dizer o mesmo... é algo delicioso de facto. E os restaurantes são baratos comparados a Portugal, muito mesmo.

Ontem fizemos (eu e mais alguns estrangeiros) uma visita pelo centro da cidade com o nosso guia Michael Walasek (que na verdade era um de nós que tinha um guia da cidade [livro] escrito em alemão). Felizmente havia connosco uma estudante de arquitectura que nos ajudou a perceber um pouco mais de cada edifício. Percorremos a praça principal (Rynek) e depois fomos até a uma torre de uma igreja protestante onde, depois de mais de 300 degraus, podemos ter uma vista sobre toda a cidade. Devo dizer que é extremamente plana (ganha a Aveiro) e bonita vista de cima. (Aconselho)

E por agora não me apetece escrever mais porque tenho fome.

PS: a foto foi tirada pelo Michael e é a vista da torre com mais de 300 degraus sobre Rynek


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Já vi a placa que indicava o fim da cidade e estava a pé.

Há dias em que uma pessoa vem para a Polónia para conhecer coisas diferentes e ter aventuras... E para isso vai ao Ikea. Tudo começou no sábado quando o Kuba (Jakub Lambrych) convidou o pessoal que anda por estas bandas de erasmus para assistir a uma corrida de cavalos [onde fui perder 4 pln (1,01314069€)].
A corrida era às 13h e ter-se-ia que apanhar um transporte (autocarro 146) às 12h06 para chegar a przyst. P. O. D. Bajki, para aí apanhar o 113 para Partynice (Party nice!). Aqui sucede que tendo no sábado sido uma confusão para voltar à residência (apanhámos o autocarro certo no sentido errado), chegámos tarde e estava tudo a dormir aqui na residência à hora de ir. O Válter lá telefona ao Michael Waleczek (alemão) e à Monika Kovacs (romena) e estes estavam ensonadamente prontos para ir E combinámos de nos encontrarmos no caminho ou uma coisa assim... [sei lá eu o que combinámos e descombinámos naquela manhã (hora de almoço e o meu estômago cheio de fome) de domingo].
Vai o Válter sair de casa sozinho e apanhar autocarros para o desconhecido (até então) sul de Wroclaw e eis que 15 espanhóis da minha residência saem comigo. Lá fui com os espanhóis falando com o Negro e com a Elena (os únicos que não se importam de falar em inglês). O problema foi que a conversa estava boa e a atenção nem por isso. Então fomos parar a um fim do mundo chamado Ferio Gaj. Voltámos para traz e saímos em Sliczna na esperaça de apanhar o 113 no sentido correcto.
Quando ele chegou trazia o Luís Filipe Lopes (que entretanto se tinha levantado e posto a caminho) e a Monika e apanhámos o Michael na paragem seguinte.

yeah chegamos a Partynice.

A minha ideia de corridas de cavalos era apenas retirada de filmes, então não vou perder muito tempo a contar como são as corridas de cavalo. Mas aquilo é assim: As bancadas são verdes como se vê nos filmes; os balcões de apostas são verdes como se vê nos filmes e há filas como se vê nos filmes; há cavalos castanhos, pretos e cinzentos como se vê nos filmes; os jokers são magrinhos como se vê nos filmes; nas bancadas há pessoas com binóculos como se vê nos filmes; e é hilariante ver os velhos a resmungar quando o cavalo fica em segundo tal e qual os filmes.

Depois da corrida de cavalos alguém se lembrou que estávamos perto do ikea...

Então, fomos (eu o Luis, a Monika, o Michael e o Richard que é sueco). Perguntámos a duas jovens e belas moças polacas como chegávamos ao ikea e elas disseram que podíamos apanhar o autocarro dali a meia hora ou andar 1 km em frente. Depois de 2,9km chegámos a um local em que era obrigatório virar ou à esquerda ou à direita (hummm :/). Virámos à esquerda (mal) e depois de 1km avistámos o Ikea mas também avistámos o fim (sem saída) da estrada que seguíamos...
Voltar para trás?
Não, vamos apanhar atalhos e atravessar vias rápidas...
Chegámos ao Ikea (Boa!) depois de uma hora a pé quando devíamos ter demorado 35min de autocarro (contando com a espera), que provavelmente teria sido mais seguro que atravessar a via rápida (somos tão estrangeiros).
No Ikea encontramos a Tamge e o Güvenç (turcos) e viemos com eles para a residência.
Vínhamos no 133 e saímos duas paragens antes (estupendo). Lá se foi andar um bocadinho mais a pé e apanhar o eléctrico certo para o sítio certo. (yeah)

Vi o benfica a ganhar ao braga :)
(Belo dia ontem, hein?)


Hoje de manhã acordo para ir falar com a Ewelina Wnuk (alguém) está doente e provavelmnete só volta na semana que vem. Fui falar com o meu coordenador para obter o meu horário, só vem na quarta feira (mais dois dias de férias).

Agora uma das partes mais interessantes da minha estadia aqui:
Numa visita ao lindíssimo jardim japonês, à saída ouvimos uma música (Strauss) acompanhada de um espectacular jogo de repuxos: simplesmente arrebatador. Um espectáculo grátis na fontana wroclawska.

Agora vi que faltei à minha primeira aula de polaco (a única aula a que tenho o horário) porque só me mandaram as horas da aula hoje pela hora de almoço :/
E diz que se vai jantar comida portuguesa dentro de momentos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E parece que estou aqui em Wroclaw com o l traçado



E muito se passou até aqui...
Isto começa quando fui para o aeroporto de Lisboa, fui de taxi (tachi na língua do senhor tachista) e cheguei lá. (Boa.)
Lá chegado fui fazer o chek-in, nisto vêm duas moças e levam-me para a casa de banho... (hummm não)
Depois do check in e algumas mensagens e telefonemas de despedida (até logo) e de ter passado a calculadora para a mochila, lá entrei no avião.
Após A entrada no avião (o "A" está é maiúsculo porque se refere à minha entrada) entrou uma senhora parecidíssima com a Scarlett Johanson (morri). Entraram também duas senhoras espanholas com um menino (o Nacho) que se sentaram ao meu lado. (A que estava junto a mim também era gira) A certa altura da viagem o Nacho começou a ficar chatinho, aí a senhora que estava ao meu lado teve a ideia de o pôr a desenhar e ele (o Nacho) lá estreou os meus lápis de cor.
Já em Warsaw, (onde os taxis têm escrito wa wa) mais propriamente na entrada da Warsawa Centralna (estação central de Varsóvia) saí do taxi onde pus a carteira no bolso, estava um pouco de frio e eu parei para vestir o casaco pousando as 4 malas que tinha. Passa um gajo agarra na minha mala mais pequena e leva-a a correr. Ora não o ia perseguir com mais três malas que no conjunto pesavam mais de 35kg. Lá fiquei a dizer palavões em inglês e português enquanto passavam Polacos de aspecto austero lá ao lado e estimavam bem para mim.
Lá fui eu mais leve apanhar o comboio (um intercidades com direito a uma salinha só para mim). A Warsawna Centralna é no mínimo horrível e no máximo medonha. É uma cave feita de pilares enormes negros chão e escadas cinzento escuro (tirando as rolantes que também eram pretas).
No comboio foi muito giro, cheguei falei com um gajo que me ofereceu uma cerveja (o Marek). Depois o Marek saiu e eu realizei que não fazia a mínima ideia de onde estava. Lá falei com um senhor polaco que trabalhava para a PKP (vi pelo fato) e ele ajudou-me a dizer (em Polaco) que estivesse atento às horas. À hora suposta de o comboio chegar ele chegou mas a algo parecido com "olawia" (não é isto eu mais tarde esclareço ou não) e eu pensei "ainda bem que vim a dormir e não sei se passei a estação ou não" por sorte lá era a estação seguinte.
Agora estou numa residencia onde partilho um quarto com um espanhol e um estudante que supomos ser francês.

Como se diz nos tefes (conjunto típico de lugares na freguesia de Benedita): 'té logo e munto obrigados (mas pronunciado rapidamente)

(Isto foi escrito ontem mas só agora tenho internet e já sei que o rapaz é francês de origem tunisina)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

No, he's in Lisbon

Ora bem, isto vai ser um mais ou menos detalhado blog sobre um ano de Erasmus; isto é, irá ter os detalhes que me apeteçam.
Já deixei as minhas cidades para trás.
(Acabei de chamar cidade à Benedita. Isto começa bem.)
E encontro-me numa das cidades que mais gosto, Lisboa.

Hoje é um dia muito importante na minha vida, porque decidi expor uma parte dela e logo aqui que é um sítio como qualquer outro.
Vou tentar transportar para aqui algumas pessoas que valham a pena, ou então que me apeteça.

Bem eu estou para aqui a falar como se o blog não estivesse já feito, ou eu não tivesse começado a viagem..

Pois bem, os textos são todos parvos, os próximos também, para ver se ninguém vem cá ver isto. E longos ou pelo menos com mais de duas linhas para evitar que os corajosos que cá venham leiam tudo. Do género: Imaginemos que eu apareço no pensamento (triste) de alguém "Epah aquele gajo o Válter da escócia... Não é da escócia? Aaah! Da Benedita a terra lá dos sapatos e das facas, deixa-me ir ver o que é que raio ele anda a fazer" E nisto vem até a este blog "epah ele diz logo no título que está em Lisbon. Realmente aquelas cidades lá do leste têm nomes esquisitos... Eeee que texto tão grande, aquele gajo continua a ser sempre a mesma seca." E assim com textos parvos e com mais de duas linhas simplifico a vida a muita gente e ainda poupo tempo a essa mesma gente.